Tudo começou em 1968, ano negro da história brasileira, que culminou com a decretação do Ato Institucional número 5 (AI-5), que suspendia as garantias constitucionais e concedia plenos poderes ao presidente de República. Era o endurecimento ainda maior da ditadura militar, desde o golpe em 1964, que, entre outras coisas, suspendeu o direito de votar e as manifestações políticas. Intelectuais e artistas foram vítimas do AI-5. Entre estes, claro, estava a jovem #Rita Lee Jones.

Por coincidência ou não, foi em 1968 que Rita Lee, com a banda Os Mutantes, lançou seu primeiro álbum. No ano anterior, Os Mutantes ficaram conhecidos no cenário musical do país, quando participaram do Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record, cantando "Domingo no Parque" com Gilberto Gil.

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Era o novo som do Brasil e a afirmação do Tropicalismo.

Mas Rita era rock'roll na essência. Das muitas fases de sua carreira, nas quais flertou com a MPB, o pop e outros ritmos, nunca perdeu a "pegada" roqueira que a tornou ídolo de várias gerações.

Na música, assim como na vida, várias fases se sucederam e na autobiografia, Rita jura que contou tudo.

Sobre o livro, o jornalista Guilherme Samora escreveu: "Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente." E parafraseando a autora: "Sem culpa nenhuma".

Ela conta sua vida desde a infância, a prisão em 1976, o conturbado primeiro casamento, com o companheiro de Mutantes Arnaldo Baptista, o encontro com Roberto de Carvalho, filhos, drogas, erros e acertos.

Aos 68 anos de idade, a maior vendedora de discos do Brasil e a mulher que tem o maior número de hits nas paradas de sucesso, está em outra "vibe".

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Vivendo em seu sítio, cercada de seus bichos, Rita faz questão de militar pela ecologia e, como tudo o que fez e continua fazendo, com uma autenticidade verdadeira.

Em entrevista recente à Revista Quem, declarou: "Eu não tenho deslumbre, não vou me entupir de coisas materiais sem sentido. Comer da própria horta é um luxo".

Rita contou que escrever o livro foi a sua melhor terapia: "Escrevi e me libertei".

Ao que tudo indica, depois da fama e da badalação, Rita Lee encontrou o sentido da vida, mas avisa: "Envelheça. Mas saiba que envelhecer é uma loucura! Envelhecer não é para maricas". #Biografia #Famosos