Considerado como uma das personalidades mais carismáticas e criativas do mundo musical, o cantor, compositor, baterista e “baixinho” Phil Collins, retorna para tocar e rever as plateias que o aguardavam há quase uma década.

Lá se vão aproximadamente 50 anos de carreira  e Phil já emplacou vários sucessos: ora com o grupo “Gênesis”, ora aparecendo sozinho. É invejável o fato de que ele é o único artista a cantar em dois eventos no mesmo dia em continentes diferentes. Foi o que ele fez no “Live Aid” em 1985, quando se apresentou na Inglaterra e nos Estados Unidos. Até ganhou um Oscar por “You´ll be in my heart”, canção-tema da animação para cinema de “Tarzan”.

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Pouquíssimos sabem, mas o “baixinho” despontou cedo no mundo artístico, onde fez uma rápida aparição no filme “Os Reis do Iê-Iê-Iê” de 1964, contando a febre de popularidade dos “Beatles”. Se dependesse dos conselhos do pai, Phil teria seguido a carreira de ator; entretanto,  ele não deu ouvidos e preferiu a #Música. Daí em diante, ele foi só crescendo e se consolidando: primeiro, nos anos 70, com a banda “Gênesis” e, em seguida, como cantor solo a partir anos 80. Vendeu cerca de 100 milhões de cópias até hoje, ficando atrás de Paul McCartney e Michael Jackson, somente.

Vida Particular

Enquanto conquistava números dignos de respeito, Phil Collins sentia outros problemas como os de saúde, familiar e de alcoolismo.

Viajando com o “Gênesis” em 2007, teve uma lesão na coluna vertebral que limitou os movimentos das mãos.

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O resultado foi a restrição em tocar bateria. Isso o entristeceu e Phil cogitou de se retirar da vida artística, proclamando uma aposentadoria. Fora isso, a rotina frenética dos estúdios, “shows” e gravações fazia com que acompanhasse pouco os filhos; sua vida conjugal foi por “água abaixo”, em um momento de separação de sua terceira mulher, Orianne Cevey. O somatório desses fatores levou Phil Collins a se entregar ao alcoolismo.

Em seu livro “Not Dead Yet” (com tradução em português: “Ainda Não Morri”), cujo título é uma brincadeira sobre essa fase, ele diz que não era um bêbado contumaz, mas que ficou várias vezes “alto”. Admite que foi para a reabilitação, não conseguindo prosseguir com o tratamento posteriormente. Sem mãos, sem esposa, sem filhos e sem trabalho, a garrafa tornou-se a sua melhor companheira durante o cotidiano.

Phil Collins conclui que o tempo foi o seu melhor amigo, transformando-o  em uma pessoa mais paciente e mais sábia. Ele menciona que está livre das bebidas há três anos e quer comemorar sua nova fase em retumbante estilo: após recuperar o casamento e a convivência com os filhos, ele fará uma apresentação à altura dessa fase no famoso “Royal Albert Hall” de Londres, na metade do ano que vem, emendando com mais alguns “shows” ao redor da Europa.

Se ele está obsoleto? Bem, os fãs que o aguardaram tanto esse reencontro, esgotaram os ingressos da apresentação na capital inglesa em apenas 15 segundos. #Livros #Curiosidades