Carlos Villagrán, o eterno Kiko do seriado “Chaves”, foi entrevistado por Fábio Porchat no “Programa do Porchat”, exibido na madrugada desta quarta para quinta-feira (8), pela Record TV.

Como não poderia deixar de ser, a entrevista foi leve, descontraída e muito bem humorada, arrancando risos da plateia e, com certeza, de quem estava acompanhado de casa. O momento mais sério foi quando Villagrán falou sobre Roberto Gomes Bolaños, que dava vida ao personagem Chaves.

No Twitter, alguns usuários utilizaram a hashtag “#Kiko no Porchat” para comentar sobre a entrevista. O termo foi parar nos trending topics do microblog.

No último bloco do programa, o ator voltou com o bonezinho colorido usado por Kiko, mostrando trejeitos do personagem, com as caretas, as bochechas enormes e a desenvoltura corporal.

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Por fim, ele recitou o poema “mamãe, querida, meu coração por ti bate”... “Como o sorriso do Luiz Bacci”, concluiu Porchat. Confira alguns trechos da entrevista.

Danilo Gentili

“Eu, eu, eu... Me permite falar. Eu estou muito feliz de ser entrevistado por Danilo Gentili”, disse Villagrán. Imitando o Quico, o ator prosseguiu “Jô Soares... Donald Trump... Não deu”.

Agradecimentos

Carlos Villagrán afirmou que ele e seus filhos jantam graças ao público. Ele agradeceu a todos os brasileiros. “Eu amo o Brasil”, revelou.

Seu Madruga

Ramón Valdés, o eterno Seu Madruga, faleceu no dia 9 de agosto de 1988, há 34 anos. Segundo Villagrán, Valdés morreu sem se dar conta de ser famoso. “Ele morreu sem saber que era tão famoso aqui no Brasil”, afirmou.

Kiko x Chaves

Villagrán falou sobre o momento em que foi retirado do seriado Chaves.

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“Kiko fazia mais sucesso que os demais. Em entrevistas, 70% das perguntas eram para o Kiko”, disse. “Seu Madruga foi contra a saída e uma semana depois ele saiu, em solidariedade. Com isso, o programa acabou”.

O ator aponta dois culpados para o seu afastamento: Roberto Bolaños, que interpretava Chaves, e o dono da Televisa na época. Outras empresas receberam comunicados de que não deveriam não dar emprego a Villagrán. “Passei maus bocados”.

Roberto Bolaños

“Nós éramos uma família, todos concentrados, até que o Roberto começou a fazer coisas erradas. Eu creio que ele achou que tudo era criação dele. Como ele escrevia o roteiro, ele começou a se achar um gênio. Mas ali havia um grupo de atores. Ele menosprezou a todos”, disse Villagran.

“Eu sempre trabalhei como Kiko. Ele poderia me processar por isso, mas nunca fez. Ele tinha medo”. Villagrán se considera mais dono do personagem Kiko do que Bolaños por ter criado os trejeitos do filho de Dona Florinda.

“Eu tentei muitas vezes falar com ele, mas ele nunca atendia”, afirmou Vilagrán ao dizer que tentou falar com Bolaños quando ele já estava doente. #Fábio Porchat #Carlos Vilagrán