Se você deixou a rainha passar batido pela sua lista de séries, volte duas casas. A estreia aconteceu em novembro, mas desde que os primeiros trailers apareceram ainda no primeiro semestre do ano, a expectativa já era grande.

De longe uma das produções mais bem feitas do serviço de streaming até aqui, os dez primeiros episódios contam como Elizabeth chegou ao trono após o falecimento do pai. Mas, mais do que isso: mostram uma jovem tentando lidar com um peso descomunal sobre sua cabeça: o peso da coroa.

Em dúvida ainda se começa a assistir agora mesmo? Então seguem mais alguns bons motivos para tentar:

1. Claire Foy

A atriz já tem bastante experiência no mundo das séries e programas de TV, embora seu rosto não seja muito conhecido por aqui.

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Claire Foy interpretou Ana Bolena, em Wolf Hall e já tinha mandado muito bem por lá.

Mas como Elizabeth, Foy acerta em cheio na figura que se espera da jovem rainha: séria, aplicada, rígida, por vezes; mas o olhar que diz exatamente o oposto. Há muita insegurança e medo na jovem ainda, embora ela esteja dando o seu melhor para acertar. A última cena do último episódio da temporada é um show de atuação sem que ela diga nenhuma palavra.

2. O Churchill é maravilhoso

Jon Lithgow entrega o Winston Churchill que todos gostariam de ver. O ator americano caprichou no sotaque britânico, inflou as narinas com algodão para modificar o nariz e teve de se encurvar em cena para acentuar a postura corcunda do primeiro ministro e disfarçar seus 1,95 de altura real para chegar nos 1,70 do Churchill de verdade.

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Mas nada disso valeria mesmo se a atuação de Lithgow não fosse nada menos que sensacional. E o personagem é responsável por algumas das melhores cenas da temporada toda.

3. A coroação

O episódio da coroação é bem dirigido, rico em detalhes e de uma delicadeza ímpar. Além de mesclar cenas reais da coroação da rainha, ele traz um ponto de vista interessante: o tio de Elizabeth, Eduardo VIII, havia abdicado do trono para se casar com uma plebeia, divorciada e nascida na América. Por isso, ele não teve uma cerimônia de coroação.

Mostrar a cerimônia de Elizabeth a partir dos olhos do "quase rei" foi uma grande sacada da série. Ele sequer compareceu à cerimônia da sobrinha e assistiu ao momento pela TV. O personagem desdenha e faz comentários sobre os acontecimentos da coroação até que... bem, você precisa ver esse episódio.

4. História não faz mal a ninguém

Apesar de tomar liberdades e romancear diversos pontos da história, uma série biográfica é sempre algo interessante de se ver.

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Esse tipo de obra atiça a curiosidade do espectador, que muitas vezes se vê pesquisando a história real, tentando descobrir o que aconteceu e por consequência, estudar aquele assunto. O retrato de Churchill, a educação que foi dada à Elizabeth, o polêmico relacionamento amoroso de Margaret, como era a aparência real dos personagens na época, etc.

5. A série é linda

Os figurinos de The Crown são um espetáculo em cada detalhe. Os diálogos e episódios não se perdem em furos nem se demoram em cenas desnecessárias: a série consegue andar sem pressa, mas não cai no marasmo.

Para completar, a trilha sonora é composta por ninguém menos que Hans Zimmer, considerado um dos maiores compositores de Hollywood, nomeado 10 vezes ao Oscar. Só a abertura em si já é uma obra de arte.

Vale a pena sim.

#Netflix #Inglaterra #Seriados