Nesta última sexta-feira, 16 de dezembro, a Netflix trouxe para o seu catálogo a nova série original: The OA. Em oito episódios, o drama criado por Brit Marling (que também é a protagonista Prairie "The OA" Johnson) e Zal Batmanglij brinca com a imaginação do telespectador desde o primeiro episódio, ao convidar-nos a fechar os olhos e escutar a história de Prairie, mas primeiro temos de deixar nossas portas abertas, metáfora para estarmos abertos a um novo enredo.

The OA conta a história de uma garota cega que desapareceu no dia do seu aniversário de 21 anos e foi encontrada em um hospital após pular de uma ponte, 7 anos depois, enxergando.

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A história de Prairie é envolta em mistério desde o início. Sua família, os policiais, os vizinhos e a imprensa questionam como ela voltou a enxergar e o que aconteceu durantes esses anos em que aparentemente esteve em cativeiro. Traumatizada, recusa-se a contar pelo que passou, apesar da insistência de sua mãe Nancy (Alice Krige). Porém, ela reúne um grupo de pessoas deslocadas para contar essa história, em uma construção abandonada.

Ao longo dos episódios, o espectador vai descobrindo a história de Prairie e como ela se tornou The OA, enquanto é apresentado aos problemas pessoais de cada um dos coadjuvantes: a professora que perdeu o irmão e já não vê sentido na vida, o rapaz que transforma suas angústias em bullying, o atleta e melhor aluno da escola que precisa sustentar a família porque a mãe tem problemas com álcool, a menina que não se sente bem em um corpo feminino e o órfão que se sente abandonado, inclusive pela irmã.

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Roteiro inteligente, mas exagerado

A história parece exageradamente fantasiosa nos dois primeiros episódios, o que pode afastar os telespectadores em um primeiro momento. Porém, ao longo da primeira temporada, é impossível não se envolver com as duas narrativas principais (o cárcere de Prairie e a vida daquelas pessoas desajustadas aos padrões da sociedade). O roteiro é inteligente e traz um apelo natural: os questionamentos sobre a vida e o universo.

A maior recomendação para quem ainda não assistiu é fugir dos spoilers, porque eles realmente têm o potencial de diminuir a experiência completa da série. Se você souber o final antes de assistir pela primeira vez, pode, sim, perder a vontade de ver. Talvez por isso o trailer não entregue tanto.

Porém, a série é tão questionadora e diferente do que se está acostumado a assistir, até mesmo no #Netflix, que, com certeza, o principal mistério é se ela será um sucesso. The OA tem tudo para ser uma série que pode ser objeto de estudo e considerada cult em alguns anos, mas também tem tudo para ser considerada extremamente fantasiosa, apesar das revelações finais, o que depõe contra a mensagem filosófica do texto.

Assista ao trailer de The OA:

#theOA #Seriados