Longe vão os tempos em que os sisudos Cid Moreira e Sérgio Chapelin imperavam na bancada do Jornal Nacional. Antes marcado pelo tom oficialista e pela busca de uma imagem de objetividade a toda prova, uma espécie de Diário Oficial televisionado, o jornalismo da emissora e seus profissionais estão cada vez mais sorridentes e descontraídos.

Âncoras e repórteres trocam brincadeiras no ar, Mária Júlia Coutinho, a apresentadora da previsão do tempo, é simplesmente Maju e jornalistas da Vênus Platinada se divertem nas redes sociais - algo impensável nos tempos em que "nosso companheiro, o jornalista Roberto Marinho", como era chamado o dono e alma da emissora carioca, um amante do hipismo, segurava firmemente as rédeas do jornalismo global, e não só por falta de redes sociais ou mesmo internet na maior parte daqueles anos.

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A direção da emissora resolveu permitir ao departamento de jornalismo afrouxar um pouquinho o nó da gravata desde que - e isso é muito importante - a credibilidade da emissora não saísse manchada das brincadeiras. O objetivo, claro é, em um mundo em que o espaço da TV está sendo devorado por novas tecnologias e o quase monopólio global da audiência televisiva se vê ameaçado, aumentar a empatia e a simpatia ligando os telespectadores aos profissionais da Globo. Os resultados estão aí: William Bonner, o principal rosto do jornalismo da emissora, por exemplo, interage e brinca com os telespectadores no Twitter e no Instagram. "Gente como a gente" é a imagem que fica - e que se procura firmar.

É difícil, porém, superar #Evaristo Costa nas redes sociais. Recentemente, ele chamou atenção ao emprestar a um seguidor dele no Twitter duas gravatas para este ir à formatura.

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O fã, que tem mais de um milhão de seguidores, mostrou fotos das gravatas que recebeu - uma laranja, outra azul - e arrematou: "Evaristo, melhor pessoa". Agora, o apresentador do Jornal Hoje voltou à carga em novo ataque de fofura propondo que os seguidores no Facebook ajudassem a achar o melhor sósia dele. No final, o jornalista escolheu... um cachorro chamado de Evaristinho como o mais semelhante à sua pessoa. Essa capacidade de rir de si mesmo é o tipo de coisa que derrete o coração do mais empedernido crítico do jornalismo da emissora do Jardim Botânico.

#Humor