Uma atitude de discriminação racial lamentável aconteceu com uma das ex-participantes mais aclamadas do The Voice Brasil. A alagoana Millane Hora, que não venceu o programa, mas conseguiu uma multidão de fãs por sua voz potente, sempre esteve ligada as melodias pop com uma pitada de romantismo, mas recentemente, foi contratada para fazer uma parceria com Denny, na banda de axé, Timbalada.

A cantora aceitou o convite e se dispôs a dar o seu melhor à frente da banda que revelou Carlinhos Brown. O que a jovem de voz potente não esperava, era que o público da banda ficaria irritado com o fato dela ser “branca”. Para os baianos mais fanáticos pela banda, colocar uma mulher branca cantando, acaba desconstruindo a imagem do axé baiano, que deve ser liderado por negros, não por brancos.

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Pelas redes sociais, como eventos no Facebook e publicações no Twiiter, alguns grupos racistas de negros, promoveram um boicote a todos os eventos da Timbalada, almejando que isso sirva para que Millane saia da banda. Alguns veículos de comunicação mentiram e disseram que a cantora abandonou o palco chorando, após ser hostilizada pelos negros que assistiam ao show. A moça deixou claro que mesmo sob vaias, continuou o show até o fim e cumpriu com o seu papel e que apesar de lamentável a situação, não pretende deixar de cumprir com os compromissos pelos quais foi contratada. Millane quer conquistar respeito do público fazendo música e não pretende discutir ou abaixar a cabeça diante do comportamento de um grupo minoritário, e que como ela mesma informa, não representam todos os fãs da banda.

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Os mais fanáticos e radicais seguidores da Timbalada chamaram a moça de ‘branquela azeda’, entre outras expressões pesadas que a menosprezaram pela cor de sua pele. Para essas pessoas, a moça não tem sintonia com a batida da banda e precisa abandonar o posto, que deve ser ocupado por um negro ou por uma negra. Além disso, alegam que seu timbre de voz não é adequado para cantar para orixás.

Alguns dos fãs revoltados ainda “protestam” pelo fato do ingresso para um show da banda ter encarecido a ponto de custar quase R$200. Atualmente, esse costuma ser o valor de uma meia-entrada de setores menos expressivos em shows de grandes artistas nacionais, sendo R$200 considerado um valor baixo como ingresso inteiro.

Millane, por fim, declara que o tempo fará os fãs da banda lhe aceitarem e lhe respeitarem. Ainda salienta que as críticas não fazem sentido, pois ela não fez nada de errado e que está na Bahia para servir o público de forma respeitosa, dando continuidade ao seu trabalho como cantora, que apesar da pouca idade, já dura 18 anos. #Famosos #É Manchete! #Racismo