A Rede Globo de Televisão estreou neste ano um formato inovador, a sua primeira série de terror, a 'Supermax'. A história bem sem noção contava a vida de ex-presidiários que voltam a ser confinados em uma espécie de BBB criminal. A nova prisão fica no estado do Amazonas, longe de tudo. Logo no primeiro dia, começam a acontecer coisas estranhas. Uma doença faz as pessoas incorporarem espíritos estranhos e a maioria dos personagens acabaram mortos. A má atuação de Cleo Pires e Mariana Ximenes também chamou a atenção. Além de ser considerada bem ruim, 'SuperMax' está enfrentando outro problema. Ela fez a emissora carioca ser processada.

Roselane Roberto Nonato, de 47 anos, deu entrevista ao Observatório da Televisão contando que o canal copiou a sua ideia.

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Ela que é estudante de uma renomada universidade de Brasília diz que registrou a obra na Biblioteca Nacional. Roselane, que cria projetos, teria enviado a ideia para a emissora em abril de 2014. A conversa entre as partes teria arquivos de e-mail, o que pode ajudar a estudante a conseguir provar se é ou não mesmo a autora do formato que muita gente não gostou. O último episódio da série desagradou tanto que a #Globo ficou em segundo lugar no Ibope, perdendo o posto para o SBT. Já nos minutos ficais, a emissora ficou em quarto lugar. Um momento para ser esquecido.

A projetista dramatúrgica informa que após um contato pessoal, a Globo solicitou que um projeto fosse enviado por e-mail. Ela garante que a história base é dela e que o maior canal do país lançou a obra sem sua permissão. Não é a primeira vez que a Globo é acusada de cometer esse tipo de ação.

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Em novelas, durante os últimos anos, foram muitas as vezes que autores acharam que estavam sendo copiados. É muito difícil provar isso, já que muitas partes de histórias são parecidas. No entanto, no caso da estudante, ela teria a troca de mensagens com a emissora, meses antes dela aprovar o projeto.

Ela disse que o que a Globo fez é um absurdo e que até lançaram sua história em vídeo game, não pagando um único centavo. "Você cria algo, paga para registrar e alguém simplesmente copia e não cria”, disse ela.