Neste domingo, 11, o jornalista Rafael Henzel, por telefone, conversou com o 'Fantástico', da Rede Globo de Televisão. Um dos seis únicos sobreviventes da #Tragédia da #Chapecoense, ele é testemunha ocular do que aconteceu no fatídico dia 29 de novembro, quando um avião caiu e matou 71 pessoas. Apenas seis delas sobreviveram. O avião da Lamia levava a equipe do estado de Santa Catarina para disputar a final da Copa Sul-Americana. O time lutaria contra o Clube Nacional Atlético de Medellín, que acabou cedendo a taça em uma atitude honrosa. No principal ponto da entrevista dada ao programa da Globo, Rafael disse uma informação crucial, a de que ninguém sabia que o avião cairia.

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Segundo ele, por isso, não houve pânico dentro do avião. O profissional da mídia revela que o piloto, Miguel Quiroga, não avisou nem mesmo que era necessário colocar os cintos de segurança. A versão já havia sido compartilhada pelos comissários de bordo, que, por sorte, estavam com os cintos atados no momento da queda. “Em nenhum segundo alguém da cabine ou um comissário disse ‘coloquem os cintos porque há risco disso ou daquilo'”, explicou o jornalista, que avalia sua sobrevida como uma questão de sorte ou milagre. Ele disse que seu filho, ao saber que o avião tinha caído, afirmou que sentia que o pai respirava. Nesse momento da entrevista, Henzel começou a chorar.

O jornalista disse que, quando a aeronave chegou perto do aeroporto, ela começou a demorar muito para alcançar a pista.

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Ele revela que diversas vezes os comissários diziam que demoraria mais dez minutos. Isso indica que, de fato, a aeronave ficou rodando em círculos antes de cair. Foi aí que as luzes do avião caíram. As pessoas, em seguida, teriam voltado para seus assentos e colocado o cinto. O jornalista, já neste momento, disse que havia um temor, mas que ninguém imaginava o que aconteceria. Ele relata o instante como um silêncio indescritível. "Não houve pânico", afirmou o profissional que deve voltar ainda nessa semana ao Brasil.