Quem entra no carro do Uber de Fernando Alves de Lima, músico do 'Raça Negra', espanta-se com quem está ao volante. Fernando deu uma entrevista ao jornal 'Folha de São Paulo' publicada neste domingo, 5, em que falou sobre a sua segunda jornada de emprego. No 'Raça Negra', ele trabalha como percussionista da banda. No entanto, o grupo de pagode decidiu tirar um ano sabático do mundo da música. Há cinco meses ele dirige o carro do Uber. Com o aplicativo, ele consegue ganhar um dinheiro extra. O percussionista disse que, aos 45 anos, estava cansado de ficar em casa. Chamado de "monstrinho", ele agora tem ganho um dinheiro extra no volante.

O músico disse que está casado há onze anos.

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Ele ainda disse que quando fica todos os dias em casa, acaba arrumando confusão com a esposa. Ela ficaria muito impaciente com suas manias. Como uma espécie de "Agostinho Carrara" do Uber, ele faz muitos amigos. O pagodeiro também mantém, uma página no Facebook, que faz homenagem ao 'Raça Negra'. Ao todo são mais de 300 mil curtidas. A página ajuda ele e outros músicos a terem os seus maiores sucessos resgatados. Músicas que atravessaram gerações.

No volante, além da água e da tradicional balinha, o sambista as vezes até canta e garante que os passageiros adoram. O pagodeiro brincou dizendo que todo mundo o conhece e que, até agora, apenas um nigeriano não o teria reconhecido de cara. Por sorte, uma #Música tocou no rádio e o turista conhecia. A segundo profissão do famoso rendeu muitos elogios a ele nas redes sociais.

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"É isso aí. A gente não tem que ter vergonha de dar duro e ganhar o pão de cada dia", disse um dos internautas.

A entrevista dada à 'Folha de São Paulo' ganhou grande repercussão no Facebook. Internautas ainda disseram que é preciso reconhecer o talento dos brasileiros, especialmente dos gêneros mais esquecidos, como o Samba e o Pagode. O Samba completou 100 anos em 2016 com muitas festas e celebrações. E você, acha que realmente não existe o prestígio necessário a esse gênero no Brasil? #Famosos