Não é surpresa alguma para ninguém que o cantor Leandro Roque de Oliveira ou #Emicida, como é reconhecido, é um fenômeno dentro e fora das redes sociais, com milhões de fãs e shows lotados. Ele é um dos rappers da geração new school, nome dado à nova geração de rappers, geralmente artistas que fizeram sucesso na cena do hip hop nacional após a geração antiga composta por diversos artistas que lutavam contra repressões etc. Temos como exemplo os grupos Racionais Mc's, Facção Central e A286. Porém, na contramão de todo o cenário nacional no âmbito geral e seus preconceitos, o rapper chama bastante atenção pelas suas letras que representam uma resistência negra muito forte no contexto atual da sociedade.

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Sem mais delongas vamos ao que interessa, a carreira de Emicida e suas transições com o passar dos tempos.

Anos iniciais

O rapper Emicida começou a sua carreira nos anos 1990, porém não era nada gritante e com pouco sucesso. Seus pais organizavam bailes relacionado à cultura hip-hop na periferia de São Paulo, algo que impulsionou o artista a começar a escrever rimas. Vindo de uma família pobre, o cantor fazia a composição da música e passava a um colega, que gravava e vendia.

Seu pai faleceu em sua infância, algo que foi declarado no single "Oooorra". Ele ganhou bastante fama por suas vitórias em batalhas de rimas improvisadas, sendo 11 vezes campeão na batalha do Santa Cruz e 12 vezes na rinha dos Mc's criada por Criolo.

Primeiros trabalhos

O rapper só começou a virar cantor em 2005, no mesmo período em que entrou no mundo das batalhas improvisadas.

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Em 2008, o cantor lançou o seu primeiro single, a música "Triunfo", onde conseguiu cerca de 700 visualizações em seu primeiro mês de postagem. Algo que foi revertido, já que o videoclipe da mesma música alcançou cerca de 600 mil visualizações.

Em 2009, o cantor Emicida lança sua primeira mixtape chamada Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe..., que reuniu 25 tracks gravadas pelo mesmo.

Viagem a África

Após uma viagem até a África para gravar instrumentais para o seu novo disco, ele trouxe na mala bem mais do que apenas canções e lembranças. O próprio cantor em entrevistas citou várias vezes sua luta contra o preconceito e o #Racismo.

Em entrevista ao site UOL contou que, "rasgou folhas" de livros de histórias após a viagem, e no disco "Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa" ele mesmo fortalece essa ideia, com a música "Mufete", usando a seguinte frase: "Esquece o que o livro diz, ele mente, ligue a pele preta a um riso contente".

Após a mesma viagem, ele fez o single "Boa Esperança", que seria um ataque direto ao preconceito, dando esperanças e novas vozes ao rap/hip-hop. #2017