"Uma das rebeliões mais chocantes da história desde o Carandiru". Isso é o que informou a polícia após o massacre que exterminou de vez cerca de 60 presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no Amazonas. Tudo começou após uma #Rebelião que durou mais de 17 horas, deixando apavorados funcionários e até mesmo membros da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (Seap). De acordo com a pasta, já foi identificado o culpado da chacina.

O secretário de segurança pública do Estado, Sérgio Fontes, afirmou que 87 presos fugiram de outra unidade prisional horas antes, o que agravou ainda mais a situação da segurança da população.

Publicidade
Publicidade

Os moradores da capital amazonense estão muito preocupados, já que a própria secretaria atribui o massacre do #compaj a uma guerra de facções. O medo das pessoas é que haja novas fugas, piorando ainda mais a situação da segurança no Estado.

Superlotação agravou chacina

De acordo com Fontes, a Família do Norte (FDN) teria atacado membros importantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), cujos presos estariam cumprindo pena no complexo penitenciário. A Seap informou que o presídio que virou palco de uma guerra entre bandidos tinha capacidade apenas para 454 pessoas, mas já estava superlotado com mais do que o dobro de presos residentes. Eram 1.224 pessoas cumprindo pena no local, isso é, um excedente de 770 pessoas.

Já o regime semiaberto, onde ocorreu o massacre, tinha capacidade para apenas 138 presos, mas já contava com 602 antes dos assassinatos.

Publicidade

O Compaj fica no Km 8 da BR-174, em Manaus.

O secretário disse ainda que as autoridades imaginam que os bandidos tinham intenção apenas de matar membros rivais da outra facção e tinham certeza de que não sofreriam represália por parte da polícia. Os supostos integrantes do PCC não conseguiram se defender, já que os membros da FDN foram para o local fortemente armados.

Fortes disse também, em entrevista, que lamenta o ocorrido e que vê esse fato como um capítulo muito ruim de uma questão nacional grave.

As famílias dos presos ainda não falam com os jornalistas e não há informação sobre o sepultamento das vítimas da guerra de facções.

Após o massacre, pessoas de dentro do presídio gravaram imagens chocantes dos mortos, que estavam estirados no pátio amontoados. Alguns dos detentos chegaram a ser decapitados.

Ainda há foragidos

Fontes também disse para jornalistas que se eles invadissem o presídio as consequências seriam imprevisíveis e até mesmo os policiais poderiam sair mortos. Agora, as autoridades têm como prioridade a captura dos fugitivos da outra cadeia.

Nas redes sociais, muitas pessoas ficaram chocadas com uma das primeiras notícias de 2017.

"Eu achando que esse ano ia começar bem... Doce ilusão", postou uma internauta. #Morte