Sútil e ao mesmo tempo devastador, é o que pode se dizer do discurso da consagrada atriz #Meryl Streep, na noite de domingo na festa do #Globo de Ouro 2017, ao receber o Cecil B. Demile Award, por sua carreira mais que brilhante.

O local foi o Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, que todos os anos recebe o prêmio da Associação dos Correspondentes Estrangeiros em Hollywood, uma festa transmitida para os EUA pela NBC, para o Brasil pela TNT e para vários países do mundo.

Como era de se esperar, as piadas em torno da vitória de Donald Trump aconteceriam, principalmente por se tratar de um prêmio dado por jornalistas estrangeiros, e toda polêmica dos discursos contra imigrantes feitos pelo novo presidente americano.

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O apresentador Jimmy Fallon, que foi o anfitrião da festa, logo ao dar boas vindas citou que o Globo de Ouro respeitava o voto popular ao contrário de outras eleições, e ainda pegando um gancho em sua piada, citou o papel que Meryl Streep interpretou no ultimo ano, o de Florence Foster Jenkins, pessoa real que na metade do século 20 foi considerada a pior cantora do mundo, dizendo que ela deveria cantar no discurso inaugural de #Trump, no próximo dia 20 em Washington.

Com algum tempo de premiação, chega o momento do prêmio de Meryl Streep, apresentado pela sua amiga, a também atriz premiada Viola Davis. Aplaudida de pé, e mesmo um pouco rouca, começa seu discurso sem citar nada sobre sua carreira e já chega dizendo que houve no último ano uma performance que havia impressionado ela, mas não de nenhum ator (mas de Trump).

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Meryl Streep indagou quem eram os EUA, como aquela nação foi formada, senão de imigrantes de todo o mundo. Citou que ela foi criada em Nova Jersey e estudou em escolas públicas, durante toda sua vida, e que qualquer discurso de xenofobia não faria sentido. Falou que a imprensa vai ter um papel importante na vida dos americanos, que os famosos têm que proteger a imprensa, porque eles mais do que nunca serão importantes.

Disse que um mau exemplo dado por uma pessoa tão poderosa (Trump) dá permissão para outras pessoas desrespeitarem e fará com que a violência gere violência, e que o desrespeito gere desrespeito. Ainda citou a possível implantação de notícias falsas sobre Hillary com ajuda do governo russo.

Meryl Streep ainda finalizou com um toque de humor dizendo que se os EUA mandarem todos os estrangeiros embora, só restaria o futebol americano e o MMA como arte, e que isso não é arte. Na saída do palco, foi mais uma vez aplaudida de pé, dando o tom de parte de um país ainda indignado.