Marcão do Povo, apresentador de uma afiliada da TV Record no Distrito Federal, havia chamado a cantora de funk, #Ludmilla, de “macaca e pobre”. Logo a notícia foi propagada na internet e recebida muito negativamente por milhares de internautas e acabou caindo nos ouvidos da própria cantora, que soltou nota em sua rede social afirmando que se sentia ofendida por ter sido chamada de macaca.

Ao perceber o tamanho da repercussão nacional desse caso, a direção da TV Record decidiu demitir Marcão nesta quarta-feira (18) e soltar uma nota explicando que é contra qualquer tipo de prática discriminatória em sua linha editorial.

“A #Record TV vem a público lamentar os transtornos causados à cantora Ludmilla, sua família e seus fãs”, diz a nota, que se refere ao que o apresentador Marcão do Povo disse em seu programa de TV, o Balanço Geral do Distrito Federal.

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O jornalista havia utilizado de expressão racista no quadro “A Hora da Venenosa”, após ter visto uma suposta notícia de que Ludmilla teria evitado o contato com uma fã e, posteriormente, supostamente ter dito não a alguns fãs que pediram para tirar fotos com ela. “É uma coisa que não dá para entender. Era pobre e macaca, pobre, mas pobre mesmo”, afirmou o apresentador, explicando que também já foi pobre e macaco mas, segundo ele, nunca evitou contato com os fãs.

Em sua rede social, a cantora disse aos fãs e seguidores que estava bastante chateada com o que acabou vendo, com relação ao apresentador Marcão. A funkeira disse que isso foi um desrespeito vergonhoso: “Não deixaremos impunes tais atos, trata-se de um desrespeito absurdo, vergonhoso. Fica evidente que esse cidadão [Marcão] não possui nenhum pudor ou constrangimento em ofender alguém em rede nacional”, diz um trecho da nota exposta pela cantora em sua rede social.

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No mês de maio do ano passado, a própria Ludmilla já havia passado por um momento de racismo e preconceito. Naquela oportunidade, através da própria internet. No entanto, a cantora procurou prestar queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI) e isso ajudou a polícia a identificar o agressor e puni-lo.