Os clientes da SKY Brasil, a segunda maior operadora de #Televisão do país, foram pegos de surpresa com um comunicado emitido pela própria operadora, no serviço de mensagens dos receptores. Trata-se da possível saída dos canais da programadora FOX, uma das mais respeitadas e importantes da TV paga no mundo.

Trata-se da renegociação de contratos envolvendo a FOX INTERNATIONAL CHANNELS LLC, empresa americana que distribui os canais do conglomerado para os países, e a SKY, conhecida por ser uma empresa difícil de aceitar regras.

De um lado a FOX quer que a SKY integre ao seu line-up (lista de canais) os canais Fox Premium, que podem ser adquiridos pelos assinantes assim como a HBO e a Rede Telecine, por exemplo.

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Esses canais são FOX 1 e FOX Action, que entre outras produções exclusivas, trazem conteúdo (principalmente séries) transmitidos simultaneamente com o público dos Estados Unidos. O pacote deve custar em torno de R$ 22,90.

Do outro lado, a SKY briga para não incluir os canais ou para oferecê-los de forma mais econômica aos assinantes, já que muitos já sinalizaram que acham injusto pagar à mais pelo conteúdo (em sua maioria legendado).

À título de comparação, pelo valor que pagariam pela assinatura do serviço premium da FOX, os assinantes poderiam adquirir os 5 canais TELECINE, por cerca de R$ 30,00 e os 10 canais HBO pelo mesmo preço.

A SKY também alega indisponibilidade técnica para oferecer mais canais e, por conta disso, já se meteu em brigas pesadas com órgão e emissoras de televisão por conta disso.

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Em 2012, a ANATEL obrigou a entrada de canais abertos com porcentagem relevante de cobertura nacional em todas as operadoras de TV por assinatura. A decisão foi tomada pela Justiça.

Desde a inauguração da Record News, em 2007, a SKY enfrentava uma batalha comercial contra o Grupo Record para inclusão do canal de notícias na lista de canais da operadora. A disputa teve até direito a matérias jornalísticas afirmando que a recusa em transmitir os canais se devia ao fato de a SKY, na época, ter participação societária da Globo.

Em 2008, o Grupo Abril, na época controlador da MTV Brasil, entrou na lista negra da SKY. Após divergências, a operadora cessou a transmissão do canal obrigando a emissora a abrir seu sinal nas parabólicas. Após a devolução da marca MTV à Viacom, em 2013, a SKY voltou a transmitir o canal.

A TV Gazeta de São Paulo tenta desde 2010 a entrada de seu canal na programação da #SKY BRASIL. As negociações com a Fundação Cásper Líbero, proprietária da emissora, nunca avançaram por condições da SKY.

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Recentemente, a SKY moveu céus e terra para impedir a formação de uma Joint Venture entre a RecordTV, o SBT e a RedeTV! para a criação de uma programadora que cobrasse pelos sinais digitais dessas emissoras. Mesmo com recursos e mais recursos junto ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o órgão aprovou a formação da empresa com a condição de não cobrarem pelo sinal oferecido à pequenas operadoras, o que para a SKY não valeu de nada.

Caso não chegue a um acordo com a FOX, a SKY deverá retirar até o dia 3 de fevereiro todos os canais da FOX de sua programação, que incluem Fox Sports, Fox Sports 2, FX, National Geographic, NATGEO WILD e Fox Life.

A ameça deve ser levada em consideração. Em 11 de fevereiro de 2016, a OI TV se recusou a aderir à proposta da FOX e deixou de transmitir seus sinais. Após pressão dos clientes, as empresas chegaram a um acordo e a Oi TV retomou a transmissão dos canais.

A Nossa TV, pertencente ao religioso R.R Soares deixou de transmitir os canais, recusando a proposta da FOX. A operadora levou em consideração o conteúdo que passaria a transmitir, classificando como inadequado ao seu público, em sua maioria evangélicos. #Entretenimento