Não houve alarde para a estreia de THE OA. Bem parecido com o que aconteceu com a bem sucedida Stranger Things, a série que mistura misticismo e ficção científica não fez barulho nem causou furor ao chegar à Netflix.

O que talvez os criadores não esperavam é que o alarde chegaria, de qualquer forma, pouco depois. Com uma #Temporada curta (são apenas 8 episódios), o trabalho é produzido por Brad Pitt e tem criação de Zal Batmanglij e Brit Marling (que também interpreta a protagonista de muitos nomes).

O fio condutor para episódios que levam a mente do espectador para labirintos e questões sem fim é o reaparecimento de uma jovem, sete anos após seu sumiço.

Publicidade
Publicidade

Detalhe: a jovem, antes, não enxergava. Ao retornar, ela agora é capaz de ver.

Daí em diante, uma história cheia de elementos sobrenaturais e etéreos começa a se desenrolar, para culminar num surpreendente final aberto (ou não); tudo vai depender de como o espectador encarou o que viu. Ele pode ter acreditado piamente ou não. E em nenhum caso, ele conseguirá provar, por A mais B, seu ponto de vista.

Atenção: os trechos a seguir contém spoilers da primeira temporada.

1. Tudo invenção?

Teria Prairie (ou The OA) inventado tudo aquilo porque viveu em cativeiro e quer esquecer os horrores que passou por lá? Tal qual em “As Aventuras de Pi”, ela pode ter criado um mecanismo de defesa tão forte que passou a acreditar na própria história e levou outros a acreditarem nela também.

2. Como ela recuperou a visão?

Quem acreditou na história que a protagonista contou está em paz com essa dúvida: Khatun a devolveu.

Publicidade

Quem não acreditou pode estar cogitando que, ao ser agredida e sofrer a pancada na cabeça, a cegueira foi curada.

Por incrível que pareça, há casos reais de pessoas que passaram por isso. E mesmo que não houvesse, numa série de ficção tudo seria possível.

3. Como ela fez as cicatrizes em suas costas?

Na cena das cicatrizes, vemos Homer marcando seu movimento na parte inferior do abdômen; naquela posição é possível que ele consiga realmente fazer as marcas em si mesmo.

No entanto, como explicar as cicatrizes de The OA? Ela precisaria de ajuda para conseguir marcar, no alto de suas costas, os desenhos com uma faca... coisa que sabemos ser impossível já que nenhum cativo conseguia tocar no outro.

4. O que Elias estava fazendo na casa de Prairie?

O fato do terapeuta ter sido visto na casa da moça no meio da noite foi no mínimo estranho, para não falar antiético. Seria ele um agente tentando ganhar a confiança da garota, mesmo tendo dito a ela que seu trabalho era apenas de suporte e auxílio?

5. Quem levou os livros para o quarto?

Se levarmos em consideração que a garota não enxergava e só sabia ler em braile antes de seu desparecimento, como explicar os livros encontrados embaixo de sua cama? Teria ela aprendido a ler em cativeiro e o espectador não soube? Improvável.

Publicidade

Os livros aparecem, estranhamente, para plantar dúvidas na cabeça dos cinco amigos da protagonista, que deixam de acreditar nela por algum tempo. Quem teria feito isso?

6. Ela realmente viajou para outra dimensão no final?

A cena final da primeira temporada é a grande questão que pode mudar tudo. Se Prarie está em uma EQM e reencontrou Homer, a série vai seguir pelo lado místico numa possível segunda temporada.

No entanto, se comprovadas as teorias de que talvez ela tenha criado sua história e, após comportamentos estranhos, foi internada, a segunda temporada seguirá uma linha mais racional - o que pode decepcionar e muito os fãs que acreditaram no enredo. #Seriados #Netflix