A cantora Ludmila anunciou que pretende processar o apresentador da Record que a xingou de “macaca” em um programa ao vivo. O vídeo já está repercutindo na imprensa e nas redes sociais.

As cenas, que foram ao ar no último dia 9, mostram que a funkeira estava sendo objeto de comentários da apresentadora Sabrinna Albert, responsável pelo quadro ‘A Hora da Venenosa’. O quadro costuma especular a vida de artistas da TV e da música. A jornalista dizia que a cantora começou a inventar desculpas para não atender os fãs em um restaurante que costuma frequentar no Rio de Janeiro. Disse que a artista tem até uma desculpa combinada com os garçons do estabelecimento, cujo nome não foi revelado: “Ludmila não pode atender porque está resfriada”, seria a justificativa.

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A suposta atitude antipática da funkeira também foi comentada pelo colega de bancada de Sabrina, conhecido como Marcão. Ele, que é o âncora de uma espécie de Balanço Geral da Record, disparou a grosseria ao vivo. Afirmou que não conseguia entender a atitude de Ludmila, que no passado era “pobre e macaca”, dando a entender que mudou depois que ficou rica e famosa.

Logo na sequência, como que tentando remediar o que acabara de dizer, ele diz que também era pobre e macaco antes de ser apresentador.

A tentativa de amenizar o problema não deu certo e a afirmação deverá ser alvo de um processo judicial por injúria racial. Por meio de sua assessoria, Ludmila informou que vai entrar com medidas legais para se defender.

Ela deve ter o apoio dos fãs e ativistas contra o racismo depois que as imagens passaram a ter repercussão nacional nesta terça-feira (17).

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A cantora também resolveu se manifestar por meio do Facebook, inclusive compartilhando o vídeo como exemplo para mostrar que racismo é #Crime. Avaliou o ato como algo vergonhoso que ainda perdura em nossa sociedade.

Afirmou ainda não deixará que o autor da injúria racial fique impune. Classificou o apresentador como um profissional sem pudor e sem constrangimento ao praticar racismo na TV.

O apresentador tentou se defender, divulgando um posicionamento no qual nega o viés racista de sua frase. Ele alegou que a palavra “macaco” na região onde mora é algo corriqueiro.

#Casos de polícia