Muito provavelmente a personalidade do mundo televisivo, que enquanto viva era conhecida como #Elke Maravilha, foi uma das atrizes e modelos mais ecléticas, despertando a atenção e curiosidade do grande público. Justamente pela memória ainda presente de Elke, que possuía uma gargalhada franca, visual espalhafatosamente enigmático e praticante de uma sinceridade ferina, faz com que a loira seja lembrada com carinho meses após a sua morte, ocorrida em agosto de 2016.

Na quarta-feira (22 de fevereiro), se estivesse viva, estaria completando 72 anos e acabou ganhando uma homenagem emocionante um dia após a sua data de nascimento, quando ela pode ser recordada como se ainda estivesse viva no meio de uma pequena multidão, participante em uma visita guiada pelo #Cemitério São João Batista, localizado no bairro de Botafogo, Zona Sul da Cidade do Rio.

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Uma vez por mês o cemitério recebe visitas de pessoas que apreciam esse tipo de turismo histórico fúnebre, que é muito habitual em países como França e a vizinha Argentina.

Milton Teixeira, além de ser historiador, é o responsável pela programação das visitas. A que ocorreu nesta quinta-feira (23) contou com a participação do ator Tiago Azevedo representando a esfuziante estrela, que parecia estar se divertindo com todos que ali estavam.

Os responsáveis pela administração do Cemitério São João Batista fizeram questão de caracterizar o túmulo de Elke Maravilha com pintura e personalização especiais. Tiago, durante a sua representação, abordou o longo caminho da musa, com a fuga de seus pais de Leningrado (São Petersburgo na atualidade), na Rússia, local em que Elke nasceu em 1945 até a sua consagração em terras brasileiras.

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Alguns talvez não soubessem, mas o pai de Elke era russo e sua mãe alemã. Quando ela estava com somente seis anos de idade, veio parar no Brasil em função do regime comunista instalado na Rússia. Elke, junto com os seus dois irmãos, pai e mãe, se estabeleceu inicialmente na zona rural da cidade mineira de Itabira, mas depois foram parar em Atibaia e Bragança Paulista, cidades do interior de São Paulo.

Entretanto, assim que ficou adulta, Elke voltou para Minas Gerais, onde se naturalizou brasileira para depois ir morar no Rio de Janeiro, local em que trabalhou como secretária bilíngue, uma vez que falava fluentemente oito idiomas, como francês, inglês, russo, grego, entre outros. Elke Maravilha, entre os anos de 1966 a 1969, teve a possibilidade de iniciar os cursos universitários em Porto Alegre nas cadeiras de Letras, Medicina e Filosofia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), mas foi só no ano de 1969, aos 24 anos, que a russa-brasileira iniciou a sua carreira de manequim e modelo, na mesma época em que contraiu matrimônio com o jornalista e escritor da Grécia Alexandros Evremidis, o primeiro dos oito maridos que teve.

Todo aquele que quiser visitar gratuitamente, inserido em um grupo de até 100 indivíduos, o Cemitério São João Batista, basta fazer o agendamento através do site do cemitério, que já tem data para a próxima visitação, 30 de março.

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#Grécia