Adaptada dos livros de Thomas Harris, que também originaram filmes como “O Silêncio dos Inocentes”, #Hannibal é uma série sobre um serial killer que não só mata, mas também come suas vítimas. Sim, “Hannibal, the cannibal”. A série fez sucesso, mas muitas pessoas ainda não estão preparadas para o conteúdo do programa. Para quem não consegue ver cenas fortes de morte e violência a série não é recomendada.

1- A relação complexa entre Will Graham e Hannibal Lecter

Will Graham é um professor e agente especial do FBI que tem a tarefa de reconstruir crimes e traçar o perfil dos assassinos somente analisando a cena do crime. Sua habilidade de empatia é muito alta, o que permite que ele se coloque quase que literalmente na pele do assassino procurado.

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Hannibal, além de psicopata e assassino nas horas vagas, é um psiquiatra que começa a atender Will após uma série de acontecimentos. Os dois passam a se conhecer melhor e Hannibal ‘entra’ na mente de Will, que começa a conhecer aos poucos seu novo terapeuta Dr. Lecter.

A série explora a inimizade, a amizade, a co-dependência, o drama, a ligação, o amor e o ódio entre os dois de uma forma profunda.

Uma relação tão complexa para ser construída merece destaque! A produção da série trabalhou bastante nisso, é nítido.

2- A arte e os crimes

A série mostra a morte de uma forma artística. Os crimes cometidos por diversos psicopatas que Will analisa e procura, mostram verdadeiras obras de arte, que exprimem os sentimentos dos artistas assassinos. E claro, Hannibal é o artista assassino principal da série.

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Com isso, telespectador também pode fazer suas análises, assim como Will, sobre a mente e os sentimentos dos vilões. Uma forma a mais da série interagir com o público.

Toda a parte artística das cenas dos crimes não seriam tão bem aproveitadas se não fossem captadas com o mesmo fervor e paixão com que foram construídas. A direção de fotografia fez muito bem o seu papel.

3- Os questionamentos

A série pode levantar alguns questionamentos na cabeça dos telespectadores sobre o certo e o errado, sobre limites, sobre linhas que definem cada um de nós. O que torna alguém bom? O que torna alguém mau?

Algumas dúvidas sobre valores e princípios podem facilmente invadir a mente do público.

4- O vilão

Will nunca foi apresentado como “o mocinho” da série, mas incontestavelmente, Hannibal é o vilão. E que vilão! Amante da arte e da culinária, Dr. Lecter também conquista o público por sua astúcia, seu carisma e charme. Ele possui uma capacidade de convencer a tudo e a todos de que é o ser mais inocente do mundo.

É de causar agonia acompanhar o desenrolar da série mostrando Hannibal conseguindo tudo o que ele quer. Seja persuadindo um de seus pacientes ou mandando alguém completamente inocente para a cadeia.

A personalidade de Lecter foi muito bem trabalhada e é interessante de se descobrir.

Vale a pena conferir a série! #Televisão #Seriados