A empresa #Simba, criada para negociar os canais digitais abertos do SBT, da Record e da RedeTV!, ameaça tirar o sinal de seus canais de TV por assinatura, caso elas não paguem o que desejam.

Desde o fim do mês de janeiro, o grupo empresarial briga com as operadoras de TV paga para conseguir o pagamento de seus canais em HD, como acontece com a Globo, segundo o grupo. Porém, com as constantes negativas das operadoras, a Simba planeja não liberar o sinal das emissoras quando o desligamento do sinal analógico acontecer no Brasil em alguns meses. Assim, mais de 18,5 milhões de assinantes perderiam SBT, Record e RedeTV! em seus pacotes.

A joint venture Simba pede R$ 3 mensais por assinante.

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Em números para as operadoras, aumentaria, em custo anual, 700 milhões de reais e o assinante iria desembolsar 5% a mais no preço do pacote.

Simba e o canal pago

No último dia 16, o jornalista do portal UOL Ricardo Feltrin confirmou que o grupo formado por SBT, Record e RedeTV! planejam lançar, em 2018, um canal pago. Nele, programas esportivos, jornalísticos, filmes e séries estrangeiras estariam na grade horária. O grupo comprará produtos de produtoras e estúdios internacionais e, com a autorização correta, serão exibidos pela TV paga, dispositivos móveis e sistema on-demand.

Programas antigos também estariam disponíveis, segundo o jornalista, ao estilo do canal "Viva", da Globosat. Apenas a RedeTV! teria menos espaço, por ter menos de 20 anos de existência.

Simba e Netflix

A história da Simba com as TVs por assinatura começou no final de janeiro, quando foi anunciado que a empresa estaria conversando com a Netflix sobre a inclusão de programas, como produtos jornalísticos, das emissoras em seu catálogo.

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Novelas como "Os Dez Mandamentos" , da Record, e "Carrossel" - e seus dois filmes - e a nova versão de "Chiquititas", ambas do SBT, já estão disponíveis no serviço de streaming.

A joint venture também conversou com a Amazon, principal concorrente da Netflix no Brasil, atualmente. Não houve declarações oficiais de nenhum dos serviços de streaming até o momento. #Negócios