A joint venture criada por SBT, Record e RedeTV!, a Simba, pretende solicitar um espaço na programação das operadoras de TV por assinaturas para lançarem um canal pago em 2018.

Segundo o jornalista do portal UOL, Ricardo Feltrin, a #Simba ainda estuda que tipo de canal seria lançado. Porém, há a pretensão que seja algo como o canal da Globosat "Viva", que reprisa programas antigos da emissora do Rio de Janeiro, como novelas e humorísticos. O SBT e a Record teriam os conteúdos mais explorados, já que a RedeTV! é a mais nova das três emissoras.

O único problema que enfrentariam, de acordo com Feltrin, seria a atualização de contratos e ter a autorização dos artistas - e seus descendentes - para acordarem com as exibições dos programas, já que os antigos contratos não previam esse tipo de disponibilização dos produtos.

Publicidade
Publicidade

Simba x TVs por assinatura

A Simba está em um batalha antiga com as operadoras de TV por assinatura há algum tempo. A joint venture pediu à Sky, Net e outras empresas que a remunerassem por seus canais HD, inclusos em pacotes da TV paga sem contrapartidas. Diferente da Globo/Globosat (que possui mais 50 canais disponíveis entre canais lineares, Pay-per view e on-demand, e recebe por seu sinal HD), SBT, RedeTV! e Record não recebem por esse valor que, segundo as operadoras, causaria o aumento do preço dos pacotes.

Por isso, com o monopólio dos canais pagos nacionais, a Globosat ganha em tono de R$ 3 bilhões anualmente. Assim, SBT, RedeTV! e Record querem a igualdade de tratamento e remuneração das operadoras de TV por assinatura, enquanto não fazem canais próprios para estarem no line-up dos pacotes.

Publicidade

Com isso, a Simba começou uma conversa, no final de janeiro, para disponibilizar seus conteúdos, como novelas, produtos jornalísticos e séries, para os serviços de streaming. Netflix é a mais cotada para conseguir a disponibilização dos programas, apesar de as emissoras também flertarem com a Amazon.

A tática escolhida pela Simba, de aliar-se aos serviços de streaming, é a mais combatida pelas operadoras, que acusam esse tipo de serviço de usar e ocupar a banda larga e não pagar por isso. #Televisão