Como diz um velho ditado do mundo de língua inglesa, dão errado os melhores planos de ratos e homens. Durou pouco a esperança de Ilmar de que seu grupo, o mexicano, conseguiria esconder a permanência de #Emilly na casa do outro, o americano.

Eliminada de mentirinha em uma votação dos colegas (embora tanto eles quanto ela achassem que era para valer), foi pedido à gaúcha que escolhesse, antes de ir embora, quatro pessoas para a prova do líder. Para sua própria surpresa, Emilly permaneceu na casa e foi adicionada ao grupo que escolhera.

Os outros competidores, que disputarão a Prova do Anjo, não foram informados de que a eliminação da moça tinha sido para inglês, ou melhor, americano ver.

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Ilmar quis aproveitar a oportunidade para dar ao outro grupo corda com que se enforcar. Esperava especialmente que Roberta, que inicialmente tinha se mostrado amiga de Emilly, mas havia se afastado dela no decorrer da competição, acabasse se queimando com o público, fazendo comentários hostis sobre a "ausente".

Apesar disso, havia, no Lado Americano, forte desconfiança de que a querida do cirurgião Marcos não fora embora. Apesar do muro que divide os dois lados (que, em referência à famosa/infame promessa de campanha de Donald Trump ganharam os nomes de Lado Americano e Lado Mexicano), é possível conversar com as pessoas do outro lado.

Assim, Marinalva foi crivada de perguntas pelo pessoal do Lado Americano e as respostas dela convenceram de que Emilly ainda estava na casa. Não à toa, um lema da campanha que pedia aos americanos que tomassem cuidado com as coisas que diziam - pois as informações podiam chegar ao inimigo - era "línguas soltas afundam navios".

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Afundam planos como o de Ilmar, também.

Verdade seja dita, os indícios já iam se acumulando. A voz da gaúcha foi ouvida pelo pessoal do outro lado durante as provas sonoras, o que chegou a fazer Roberta desconfiar da própria sanidade.

Desfeito o mistério da presença de Emilly, resta ver como a divisão artificial do grupo em dois vai afetar o comportamento dos brothers. Sabe-se que é relativamente fácil criar hostilidade entre as pessoas nessas condições. Cientistas sociais americanos induziram rivalidade entre grupos de garotos separados aleatoriamente.

Já o professor americano Philip Zimbardo separou estudantes em dois grupos, um dos quais fazia o papel de prisioneiros, e o outro, o de guardas. Ao fim do experimento, que foi encerrado precocemente por causa do sofrimento psicológico causado aos voluntários, os guardas estavam abusando de sua autoridade e maltratando pessoas que eram simplesmente estudantes, como eles.

Emilly já pediu aos colegas do Lado Mexicano que não falem com o pessoal do outro lado do muro, não deem nem bom dia.

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Se a ideia funcionar, talvez a melhor comparação não seja com o muro (por enquanto) inexistente de Trump, mas, sim, com o muro (agora) inexistente que separava as duas Alemanhas. No começo da Guerra Fria, os dois países recusavam-se a reconhecer um ao outro e os governos dos dois lados insistindo que representavam a única Alemanha. #BBB Big Brother Brasil