O funkeiro Mr. Catra, de 48 anos, participou do programa “Pânico”, na Rádio Jovem Pan, na terça-feira (7), e causou #Polêmica com opiniões contundentes a respeito da escravidão e das #Cotas Raciais.

“Na realidade, não foi o branco que escravizou o preto, foi o negro que escravizou o negro e vendeu para o branco na costa (africana)”, desabafou o cantor carioca.

“Tem certas coisas que a hipocrisia vem com uma forma tão grande, as pessoas colocam de um jeito tão escroto, porque é o seguinte irmão: e a nobreza do negro está onde? Muita gente nobre veio para cá escravizada e a nobreza ficou onde? Tá ligado, irmão”, prosseguiu Catra, que tem 32 filhos e três mulheres.

“Eu acho que o negro não precisa de cota, ele não precisa de nada, a gente é igual”, comentou sobre as cotas raciais que dá direito ao negro entrar em algumas universidades por meio das cotas. O tema é bastante polêmico e gera debates há bastante tempo.

Catra também comentou o Dia da Consciência Negra, que é celebrado no dia 20 de novembro e é feriado em algumas cidades brasileiras. “Dia da Consciência Negra... Tinha que ter o dia da consciência oriental, consciência do índio, do branco, isso pra mim é racismo também”, afirmou o funkeiro.

“E eu vim escravizado, vendido pelo negro e salvo pelo branco. Hoje em dia eu sou rei”, disse, em outro momento polêmico de sua fala aos humoristas do “Pânico”.

Carioca, que é abertamente contrário aos ideais esquerdistas, disse que tudo isso faz parte da ideologia. “Tem que parar isso (ideologia). Até o que você sente as pessoas impõem”, disse #Mr. Catra.

Mr. Catra

Um dos funkeiros mais conhecidos do Brasil, Catra chama a atenção de todos pelo seu currículo. Ele fala inglês, francês, hebraico e alemão. Além disso, Catra se formou em direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O funkeiro só não pegou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas se formou. O funkeiro já é avô.

A entrevista concedida ao “Pânico” repercutiu nas redes sociais, onde ele foi bastante elogiado por muitas pessoas pelas opiniões contundentes dada no programa de rádio.