A Rede Globo exibiu nesta sexta-feira, 31, o último capítulo de 'A Lei do Amor', sua novela das nove. O desfecho parecia mais um comercial de peruca. A trama necessitou passar muitos anos para que contasse o seu fim e, para isso, trouxe Reynaldo Gianechinni sem barba, Claudia Abreu de peruca e mais uma infinidade de situações nonsenses, que pecaram não só para a má caracterização, como também para a falta de bom senso. Em um único capítulo, inúmeros clichês foram utilizados e, por vezes, deu até vergonha em muitos telespectadores. "Gente, passou-se mil anos e está todo mundo mais jovem. Está feio", disse um telespectador no Twitter. Ele não exagerou.

A vilã Mág acabou se suicidando ao entrar em contato com a linha férrea do trem.

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A personagem de Vera Holtz cativou o público e antes do suicídio tentou fugir do Brasil com um avião cedido por Tião (José Mayer). Após tentar matar o ex-aliado e não conseguir, Mág entrou na frente de um trem e passou dessa para a pior. Tião teve uma espécie de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e terminou a novela acamado, sem falar e como se tivesse ficado também doente mental. Ele passou a ser cuidado pela filha, que no fim se salva do câncer. Helô, personagem de Claudia Abreu, após a saga do sequestro em plena gravidez, consegue terminar com Pedro (Reynaldo Gianechinni).

'#A Lei do Amor' estreou com a impressão que seria uma novela realista, mas no fim virou a chamada novela "Frankeinstein" com muitos retalhos e fins sem noção. Os autores, entre eles Maria Adelaide Amaral, são conhecidos por fazerem bons trabalhos, mas o final de 'A Lei do Amor' foi a cereja que faltava para acabar de estragar a novela.

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Há quem diga que o final estranho e lembrando as novelas mexicanas tenha a ver com a crise brasileira. Uma maneira de fazer o brasileiro sonhar. Infelizmente, não deu dessa vez.

Que os autores se reinventem e que 'A Força do Querer', de Glória Perez, entre no ar e faça sua missão.

*Este texto não reflete a opinião da Blasting News, mas de seu autor.