E a famigerada #Lei Rouanet fez mais uma vítima. Há poucos dias, Cláudia Leitte foi notícia por não ter prestado contas de alguns shows conforme previsto na lei. Agora quem teve reais problemas com a má utilização de recursos obtidos por meio da lei foi #Guilherme Fontes, 50 anos. O ator teve sua cobertura luxuosa na Zona Sul do Rio de Janeiro leiloada por uma ação na Justiça onde ele é réu e o reclamante é a União.

A notícia foi dada em primeira mão pela revista Veja, pelo jornalista Maurício Lima. Guilherme possuía uma cobertura, em um dos mais valorizados bairros do Rio de Janeiro, no Jardim Botânico, bem próximo aos estúdios de jornalismo da Rede #Globo.

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Guilherme Fontes é acusado de usar, de maneira indevida, a Lei Rouanet. A lei prevê que um projeto, quando autorizado, pode captar recursos de empresas privadas que, posteriormente, terão benefícios fiscais. Entretanto, faz-se necessária a realização do trabalho, prestação de contas de toda produção além de regras essenciais para a popularização da cultura, como ingressos gratuitos para determinada faixa sócio-econômica, entre outras comprovações. Pelo processo movido pela União, o documentário '500 Anos de História de Brasil' não cumpriu com as premissas da lei. A ação prevê que R$ 31 milhões sejam devolvidos aos cofres públicos. Como não havia recursos disponíveis nas contas do ator para execução da ação, seus bens começaram a ser leiloados.

Guilherme não aparece nas telinhas desde 2015, sendo seu último trabalho a novela 'Boogie Oogie'.

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O ator também já tinha se envolvido em outra pendência sobre a Lei Rouanet. O documentário Chatô captou cerca de R$ 9 milhões até 1999 e só foi às telas em 2014. Mesmo assim, a Justiça condenou o ator e diretor a devolver cerca de R$ 68 milhões, valores corrigidos e multa pela não execução da obra. "Chatô" é uma biografia sobre Assis Chateaubriand.

Guilherme Fontes ganhou fama ao fazer diversas novelas na Globo. Fazendo o vilão de 'A Viagem', Alexandre Toledo, chegou ao seu auge. Ele atuou em vinte novelas na emissora. Atuou em cinco filmes e na película "Chatô", ele atuou e dirigiu.