O programa "#Amor e Sexo" campeão de audiência na rede Globo, agora é acusado de preconceito e sua líder, Fernanda Lima, de "falsa". O programa que já teve seu fim anunciado e voltou à grade da emissora novamente, passa uma imagem de inclusão, principalmente para o mundo o LGBT. Mas não é isso que acontece, segundo uma #transexual que foi demitida do programa, dois anos depois de entregar seu suor e esforço para atração. Bárbara Aires, que foi despedida em 2013, decidiu falar tudo que sabe sobre os bastidores do programa.

Segundo Bárbara, sua vida na emissora durante os anos de 2012 e 2013, foi repleta de realizações. Ela não poupa elogios ao antigo chefe que prefere não citar nominalmente.

Publicidade
Publicidade

Nessa época, segundo o relato da transex, ela ganhou até crachá com nome social. #Fernanda Lima, na ocasião, se limitava a apresentar o programa. Segundo ela, seu martírio começou quando, em 1 de janeiro de 2014, ela foi demitida. Ela credita a demissão ao fato de Fernanda Lima e seu assessor/empresário terem assumido a redação final do programa. Com isso, o cargo exercido por Bárbara, de consultora de programação, deixou de existir. Mas, segundo o RH da emissora, o cargo de pesquisadora se encaixaria com o perfil de Aires. Não foi o que aconteceu. A transex não foi contactada para renovar e alega que está há três anos sem emprego fixo.

E por que só agora expor essa situação? Ela mesmo se pergunta e vem com a resposta. Ela faz referência ao programa da última quinta (2), onde um dos temas abordados era a "transexualidade".

Publicidade

Segundo Bárbara, o programa abordou o assunto de forma preconceituosa, como vem fazendo desde 2014. Por exemplo, falar em empregabilidade e citar apenas a possibilidade de ser estilista. E uma transexual trabalhar num programa de TV? Seria proibido?

Outra constatação que Bárbara fez: o programa é direcionado apenas para o Ibope.

A transex adjetivou o programa de hipócrita e falso, condenando principalmente a redação final, no caso Fernanda Lima.

Ela, ainda magoada, diz que toda a consultoria sobre mundo trans era ela quem fazia em 2012 e 2013. Ela deu a entender que seria diferente caso ela continuasse auxiliando. Daria uma visão mais humana à classe.

Claro que fãs do programa e de Fernanda Lima criticaram a postura de Bárbara. Mas ficou o desabafo.