Homossexual assumido, irmão de Luciano Huck relatou, pela primeira vez, em depoimento emocionante no seu canal do YouTube, a dificuldade que foi assumir-se e a reação da família e amigos. Fernando Grostein, de 36 anos, é cineasta e produtor de documentários como "Coração Vagabundo" sobre a vida de Caetano Veloso.

Seu pai era empresário e foi um dos pioneiros na vinda da revista Playboy para o Brasil. O cineasta conta que se tornou um adolescente arredio e desconfiado por não sentir as mesmas sensações e alegrias, ao lado das meninas, que seu amigos relatavam. "Aos 14 anos tive um sonho com um amigo e comecei a sentir vergonha", ele conta emocionado.

A partir dessa experiência, Grostein reconhece que sua vida mudou completamente, passou a se retrair com medo que alguém descobrisse e resolveu que era hora de ter uma namorada.

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Também passou a folhear desesperadamente as páginas da Playboy em busca de uma imagem de mulher que o satisfizesse. Mas tudo foi em vão, Grostein até começou um namoro com uma menina, que, segundo ele, era super legal, porém não engrenou. Ele reconhece que a culpa foi sua e aproveitou para pedir desculpas à menina.

Sobre sua primeira experiência com rapazes, lembra com muito carinho que foi com um amigo quando voltavam bêbados de uma festa. Desesperado, Grostein ao amigo que guarde segredo, senão o mataria, pois tinha certeza que ia estourar uma bomba na família.

O irmão de #Luciano Huck conta que, a partir daquele dia, fechou-se mais ainda no armário, até que não suportando mais a pressão resolveu contar tudo para todos. "Minha família reagiu assustada, dizendo que eu escolhi um caminho muito difícil", relata Grostein.

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Ele entende que os pais temiam vê-lo rejeitado pela sociedade.

Depois que o rapaz explicou que homossexual não escolhe ser assim, ele nasce assim, aceitaram mais facilmente. Hoje, completamente assumido, o cineasta leva sua vida numa boa, faz trabalhos de produção para a Globo e aproveita para mandar uma mensagem aos preconceituosos.

Na época dele, teria sido muito bom se alguém tivesse falado que ser gay não era pecado, que era uma coisa normal. “Olha, ser gay não é sinônimo de dar errado... Vale a pena se assumir", afirma Grostein. #FernandoGrostein #Homofobia