No ano de 2015, um acidente chamou a atenção do país. A apresentadora Angélica gravava na região do Pantanal, no Mato Grosso do Sul. Ela estava com toda sua família, incluindo os três filhos (Joaquim, Eva e Benício) e o marido, o apresentador Luciano Huck.

Para fazer o caminho de volta ao Rio de Janeiro, ela precisava de um pequeno avião que a levasse do local das gravações até a capital do Mato Grosso do Sul, a cidade de Campo Grande. Para isso, contratou a MS Táxi Aéreo.

Infelizmente, o avião em que eles estava caiu. O susto foi grande e tudo poderia ter acabado em uma grande tragédia, mas todos os que estavam no avião, incluindo piloto, copiloto e babás, sobreviveram.

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José Trad, advogado da MS Táxi Aéreo, dois anos após o acidente e com a divulgação de um relatório feito pela própria Aeronáutica, decidiu falar sobre aquele dia fatídico. Para ele, existe apenas um culpado. Na entrevista concedida à TV Morena, afiliada da Rede Globo na região, ele deu indícios de que o piloto seria o verdadeiro culpado para o que aconteceu naquela data.

Já o relatório da Aeronáutica - exibido em primeira mão durante o Jornal Nacional - aponta que de fato o piloto poderia ter percebido que algo estava errado no avião, mas que era uma prática da empresa defendida pelo advogado as viagens fora das condições estabelecidas como seguras pela Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac.

O motivo para queda, como aponta o documento exibido pela Globo, foi a pane seca. Um dos motores estava com pouco mais da metade do combustível necessário para fazer a viagem.

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O mesmo motivo é apontado para a existência da queda do avião da Chapecoense, que caiu em Medellín, na Colômbia.

José Trad acredita que o piloto Osmar Frattini poderia e deveria ter constatado os problemas da aeronave antes de voar, mas que mesmo assim realizou o trajeto, que quase acabou em morte. O motor esquerdo da aeronave, que a perícia constatou estar com menos combustível do que o necessário, foi o que parou aos 35 minutos de voo.

O liquidômetro da aeronave, que marca a quantidade de combustível que ela possuía, no entanto, apontava que o avião tinha 350 litros de combustível nesse motor. Mais tarde, a conclusão foi de que, na verdade, apenas 160 litros estavam armazenados ali no começo da viagem.

"Repito: o piloto poderia ter evitado o problema da falta de combustível se ele tivesse feito a checagem visual nos tanques de combustível. Ele não fez isso", disse o advogado da empresa, que não concorda com o fato do relatório da Aeronáutica também colocar culpa na companhia que ele defende. #Angélica #Luciano Huck #celebridade