Na sexta-feira, 31 de março, um texto publicado na internet pela figurinista Susllem Tonani, em que acusa José Mayer de assédio, tornou-se a principal notícia compartilhada na rede. O fato de ele ter sido tirado do ar no mesmo dia em que foi postado serviu apenas para chamar ainda mais a atenção do público em geral. Segundo narrado por Tonani, além de comentários inoportunos, o ator teria colocado a mão em sua genitália quando estavam no camarim, fato testemunhado por duas outras mulheres que tomaram a ação por "brincadeira".

Em resposta às acusações, Mayer disse à Folha de S. Paulo que estaria havendo uma confusão entre ator e personagem interpretado por ele na novela "A Lei do Amor".

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Tião Bezerra destaca-se por ser misógino e machista e, de acordo com o ator, as palavras atribuídas a José Mayer seriam, na verdade, de Tião. Dessa forma, não houve uma negação de que o #Assédio (ao menos verbal) tenha ocorrido, apenas uma tentativa de atribuí-lo a uma espécie de personalidade fictícia.

Contudo, ao negar que tenha assediado a figurinista, Mayer usa seu personagem como justificativa para um ato que, de forma alguma, deveria ter acontecido, afinal, interpretar um indivíduo machista não lhe confere o direito de tocar colegas de trabalho sem o devido consentimento, ainda mais se tratando de uma pessoa que não estava atuando. É preciso se levar em consideração, também, que outras pessoas estavam presentes e que elas devem ser ouvidas.

Afastado da novela, o ator continua escalado para participar de "O Sétimo Guardião", de Aguinaldo Silva, prevista para estrear em 2018.

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A emissora declarou também que não pretende mais escalar Mayer para papéis como "sedutor" ou "galã". O afastamento de José Mayer serve para acalmar a opinião pública, mas o que permanece é a dúvida a respeito de quais serão as reais consequências para o ator e também para a figurinista assediada.

Em nota emitida pela Comunicação da #Globo, a emissora afirma que medidas estão sendo tomadas e que tudo está sendo apurado, prezando pelo código de ética que os rege, declarando ainda que não comenta assuntos internos.