De acordo com informações do jornal carioca 'O Globo', através da coluna do jornalista Ancelmo Góis, o corpo do cantor Emílio Santiago terá que ser desenterrado. O processo, também conhecido por exumação, foi determinado pela juíza Mônica Fabião, da 13ª Vara de Família, do Rio de Janeiro. A informação sobre a exumação do corpo do cantor conhecido por músicas como 'Saigon' foi confirmada em uma reportagem publicada nesta quarta-feira, 26. É bom lembrar que o famoso artista faleceu no ano de 2013. A determinação judicial acontece devido a uma briga entre o namorado de Santiago, a família dele e um suposto filho.

O caso já havia sido mostrado no fim de semana pelo 'Domingo Show', da Record TV, que contou a história do rapaz que diz ser filho do músico de voz inconfundível.

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Ele chegou a fazer uma exame de DNA, mas com terceiros. Esse exame foi inconclusivo. Por isso, a justiça determinou que o corpo fosse exumado. Na família do artista, como lembra a reportagem de Alcemo Góis, quem disputa a herança é a irmã dele. O jornal não deu uma data para que a exumação aconteça. Através do novo exame de DNA, deve-se ter certeza se o tal rapaz é ou não filho do cantor falecido. A herança de Emílio Santiago é calculada em pelo menos R$ 10 milhões, o que explica tanta briga em torno do assunto.

Muita gente não sabia de detalhes íntimos do cantor, até o seu falecimento. Uma informação desconhecida, por exemplo, é a ligada ao fato dele ter um namorado. Nem mesmo a família do artista tinha evidência do relacionamento homossexual. A briga milionária tem gerado polêmica e críticas entre fãs.

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Como funciona o processo de exumação?

A lei brasileira de número 1740, do ano de 1983, fala sobre como a exumação pode ser feita no país. Ela consiste na retirada dos restos mortais do falecido, através do seu "desenterramento". Pela lei, ela pode ser feita em até quatro anos após a morte do exumado. Por isso, o pedido da juíza já está chegando ao seu período máximo. Todos os cemitérios do Brasil estão autorizados a retirar os restos mortais de seus enterrados, desde que esses sejam indigentes. Quando o morto for identificado, uma pessoa da família tem que acompanhar todo o processo.

Além do exame de DNA, a exumação também serve na apuração de diversos crimes. A partir do momento que a polícia ou a justiça não tem certeza, por exemplo, se a pessoa morreu de causas naturais, o que sobrou de seu corpo passa por uma perícia. Em algumas situações, apenas por ação judicial, o tempo para o "desenterramento" pode sim exceder os quatro anos. #Famosos