Em entrevista ao programa 'Pensando Alto', um espécie de "vlogue" da 'Folha de São Paulo', o ator e roteirista Miguel Falabella fez confissões sobre a sua vida e seus pensamentos. Ele lembrou, por exemplo, que, na década de 1980, quando a Aids se tornou uma doença conhecida e muitos atores e cantores morreram por conta da enfermidade, surgiu um boato de que ele também possuía. "Sofri muito", contou Miguel, que chegou a ficar, segundo ele, um mês sem sair do quarto. A doença famosa acabou matando nomes como Cazuza, que chegou a fazer shows magérrimo. O ex-apresentador do 'Vídeo Show' conta que o boato se tornou tão grande que ele chegou a fazer exames de sangue para saber se era mesmo soropositivo, mas que, felizmente, não tinha essa doença.

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O apresentador conta um episódio que, ao entrar em uma loja, as pessoas simplesmente viraram o rosto para ele. De lá para cá, após a exposição do que de fato é o HIV e como funciona a doença que ele pode ou não gerar, a Aids, a cabeça das pessoas mudou bastante. Como lembrou o escritor de seriados como 'Pé na Cova', quando tudo virou manchete dos jornais, as pessoas ainda não tinham informações sobre a doença, mas ao verem famosos morrerem, acreditavam que somente de encostar em alguém poderia morrer também. As únicas maneiras de se contrair o vírus envolvem o contato com o sangue do infectado. Uma das principais formas é através das relações sexuais sem camisinha.

Pensamento sobre violência e penas brasileiras

Ainda no 'Pensando Alto', da 'Folha se São Paulo', Miguel falou sobre outros temas, como o que pensa do fato de assassinos estarem soltos.

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Ele citou o polêmico caso envolvendo a atriz Daniela Perez, filha da autora de novelas Glória Perez. Daniela foi morta pelo ator Guilherme de Pádua e pela companheira dele. Na época do assassinato, Pádua e Perez estavam em 'De Corpo e Alma', novela da Globo assinada pela mãe da jovem atriz. O enredo acabou sendo encurtado e Glória entregou os capítulos finais nas mãos de outro autor, já que não tinha capacidade psicológica de continuar a escrever. Atualmente, ela luta pela memória da filha e para evitar que casos parecidos voltem a se repetir. Glória é autora da atual novela das nove da TV Globo, 'A Força do Querer'.

Miguel argumentou que acha um absurdo saber que alguém foi morto e a pessoa que matou, anos após pagar a pena, consegue viver linda e com uma vida normal. E você, o que pensou sobre a argumentação do artista veterano da Globo? Deixe o seu comentário. Ele é sempre importante. #Saúde