As batidas do coração do cantor Jerry Adriani pararam às 15:30 h do último domingo, 23/04 no Hospital Vitória, localizado no Rio de Janeiro. Vítima de um câncer no pâncreas, o ídolo da Jovem Guarda foi enterrado no cemitério São Francisco Xavier, bairro do Caju. Desde o fim de março, ele travava essa luta. No entanto, após sofrer uma trombose profunda, o quadro de saúde veio a piorar.

Durante o velório – ocorrido na manhã desta segunda-feira, 24/04 – muitos fãs e colegas de trabalho compareceram para se despedir de Jerry Adriani. Emocionado, o filho do cantor e também músico, Thadeu Vivas, não quis falar com a imprensa, por estar muito abalado com a fatalidade.

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A atriz Alcione Mazzeo, ex-esposa do humorista Chico Anysio, lembra com carinho do amigo. Ela relata que a ligação com Jerry era como se fosse de uma fã e seu ídolo. A amizade entre os dois já durava 45 anos. Ela o descreve como uma pessoa ótima e de um coração grande.

Outro a enaltecê-lo foi o cantor e músico Sylvinho Blau Blau, dizendo que todos conheciam o lado artístico de Jerry, porém o que mais marca é o lado humano, um lado muito especial.

Um pouco de sua biografia

Ícone da Jovem Guarda dos anos 60 no Brasil. Jerry Adriani tinha o nome verdadeiro de Jair Alves de Souza e nasceu em 29 de janeiro de 1947. Fazendo as contas, o cantor estava com 70 anos. Paulistano do bairro do Brás, começou sua carreira musical em 1964, cantando músicas italianas. No ano seguinte, lançou seu primeiro disco em português e apresentou seu primeiro programa de televisão, “Excelsior a Go Go”, o qual recebia grandes convidados da época como a dupla “Os Vips”.

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Entre os anos de 1967 e 68, apresentava-se ao lado de outras estrelas como Marília Pêra e Betty Faria, no programa “A Grande Parada”, da TV Tupi. Esse programa era o local para que grandes nomes da MPB pudessem mostrar sua #Arte.

Além de cantar e comandar programas televisivos, Jerry Adriani arriscou uma carreira de ator: participou de três filmes. Gravou cerca de 29 discos, dentre eles um que homenageia o movimento da Jovem Guarda, outro com referências a Elvis Presley – de quem era fã confesso. Também chegou a cantar melodias da “Legião Urbana”, já que o timbre de sua voz era semelhante ao de Renato Russo.

Seus grandes sucessos foram “Doce, doce amor”, “Querida”, “Amor Querido” e “Tudo que é Bom, Dura Pouco”

Para quem só conhece Jerry Adriani agora, é bom saber que ele foi o grande incentivador de outra ‘fera’ da #Música brasileira: o “Maluco Beleza” Raul Seixas. Após se conhecerem em Salvador, os dois tornaram-se grandes amigos. Foi Jerry Adriani que fez aparecer a banda “Raulzito e os Panteras” no cenário musical, quando essa banda servia de apoio para os shows de Jerry.

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Além disso, Raul Seixas compôs alguns dos sucessos de Jerry Adriani e o produziu entre 1969 e 1971.

A última aparição para o público foi no dia 22 de março no Teatro Net, no bairro de Copacabana. A amiga Wanderléa tentou demovê-lo da insistência em se apresentar. Aconselhou-o a esperar o resultado dos exames. Mesmo assim, Jerry Adriani queria ficar próximo, juntinho do burburinho da plateia. Quem esteve lá, diz que foi um show maravilhoso. #São Paulo