O goleiro #Bruno foi solto após um ministro do Supremo Tribunal Federal analisar o pedido do atleta em fevereiro deste ano, para que pudesse recorrer de seu sentenciamento em liberdade, na segunda instância. Após Marco Aurélio de Mello decidir pela soltura de Bruno, o país inteiro ficou indignado e ele recebeu diversas propostas de clubes de futebol para voltar aos gramados. Bruno acabou escolhendo o Boa, de Varginha, uma cidade que fica no sul de Minas Gerais. Após a primeira turma do STF decidir pela revogação do habeas corpus, o jogador deve voltar à reclusão e aguardar o julgamento preso. A decisão proferida pelo STF foi divulgada nesta terça-feira (25) e, no mesmo dia, o goleiro decidiu comparecer à Delegacia Regional de Varginha.

Publicidade
Publicidade

Era por volta de 17h50 quando Bruno apareceu na delegacia, de forma espontânea, após o sentenciamento do STF. A Polícia Civil informou que o atleta assinou uma certidão em que Bruno se compromete a entregar-se à justiça. Como o mandado de prisão do goleiro ainda não foi expedido, Bruna continua em liberdade, até que a sua ordem de prisão seja despachada pelo STF, o que deve ocorrer ainda nesta semana.

Roberto Alves Barbosa Junior é delgado em Varginha e deu uma entrevista ao portal G1, falando sobre a chegada de Bruno. Segundo o agente, Bruno se apresentou na delegacia ‘demonstrando que não tem interesse de fugir’. Ele também explicou que Bruno compareceu rapidamente à polícia, após perder a liminar e o resultado tornar-se público. O ministro que concedeu o habeas corpus tentou justificar a soltura de Bruno com seus colegas, mas, por três votos a um, a decisão de manter Bruno preso foi a acatada pelo órgão magistral.

Publicidade

O delegado disse ainda que não podia deter Bruno, pois, quando foi consultado se havia algum mandado de prisão contra o jogador, nada foi encontrado. Isso porque a decisão do STF aconteceu nesta terça-feira (25), e o mandado de prisão de Bruno deve ser lavrado em até 48 horas. Até lá, o jogador poderá curtir mais uns dias fora da prisão, após passar vários anos na cadeia, ao ser condenado pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samudio. O jogador foi condenado pelo Júri Popular a 22 anos e três meses de reclusão e recorre da sentença em segunda instância, tentando diminuir sua condenação.

Mas, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é a defesa de Bruno que vem adiando o julgamento em segunda instância, ao apresentar recursos que acabam adiando a revisão de pena que Bruno espera ter, após ser julgado novamente. #2017