#Assédio Sexual é algo que assusta as mulheres de todo o Brasil e um ambiente em que isso pode acontecer é o profissional. A jornalista da Globo e da GloboNews, Maria Beltão, relatou, em vídeo publicado na página oficial do canal pago no Facebook, um caso de assédio que sofreu anos atrás, em seu primeiro estágio profissional.

A postagem foi feita na última quinta (11) e o vídeo já foi visto por quase 20 mil pessoas. A ideia do material reflexivo é promover o programa ‘Que Mundo É Esse?’, da Globo News.

Vídeo

O vídeo tem um minuto e pode ser assistido no final desta reportagem. Nele, #Maria Beltrão relata a experiência de assédio que sofreu.

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“No meu primeiro estágio, em um escritório de assessoria de imprensa, eu estava superfeliz, fazia um mês que eu estava trabalhando e indo para o trabalho, no elevador, eu fui atacada por um homem. Foi horrível, claro. Quando ele saiu no outro andar, ele disse: ‘a culpa é do vestido’”, relata a jornalista.

Ela diz ainda que teve coragem de voltar a trabalhar porque o agressor não foi encontrado. Segundo Beltrão, a partir deste momento ela ficou um tempo sem utilizar o vestido por achar que a culpa havia sido mesmo da peça de roupa.

A postagem já teve diversos comentários e muita gente falou sobre assédio. “Infelizmente, história como esta se tornou comum, a culpa é do vestido, é de você andar sozinha na rua depois das vinte e duas horas da noite, ou seja a vítima é culpada. Tem que mudar esse pensamento”, postou uma internauta.

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É comum, em casos de assédio sexual ou de estupro no Brasil, que as vítimas sejam, mesmo que indiretamente, culpadas pelo ocorrido. Na postagem da GloboNews, uma internauta relatou um caso de assédio que sofreu.

“Fui atacada por uma lésbica em um elevador também. Até hoje sinto vontade de vomitar cada vez que lembro disso. Péssima lembrança. Ela foi mandada embora por justa causa. Não faz diferença se é homem ou mulher. É nojento e humilhante”, comentou.

Assédio

As brasileiras são vítimas de assédio constantemente, de acordo com pesquisa da organização internacional de combate à pobreza ActionAid, em maio de 2016, mostrou que 86% das mulheres brasileiras ouvidas sofreram assédio em público em suas cidades.

Entre as formas de assédio, foram citados assobio, olhares insistentes, comentários de cunho sexual e xingamentos. Ainda de acordo com o levantamento, metade das brasileiras já foram seguidas nas ruas, 44% tiveram seus corpos tocados, 37% afirmaram que homens, de alguma forma, se exibiram para elas e 8% foram estupradas em locais públicos.

#Rede Globo