Merlí Bergeron é um professor de métodos pouco convencionais que muda a forma de agir e pensar de seus alunos. Este tema já foi visto diversas vezes em produções cinematográficas, desde o clássico To Sir, with Love, (Ao mestre com carinho), até Freedom Writers, (Escritores da Liberdade).

Nesta série estes elementos estão todos lá, o professor pouco ortodoxo, os alunos com conflitos dos mais diversos, mas a série não se trata de repetir velhos clichês de filmes que tem como tema a relação entre mestres e alunos.

Merlí Bergeron (Francesc Orella) é um professor de filosofia desempregado que ao ser despejado de seu apartamento vai morar com sua mãe, Carmina Calduch (Anna M.

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Barbany), ao mesmo tempo em que sua ex-esposa o comunica que irá deixar o filho deles, Bruno, (David Solans), sob seus cuidados.

Neste ponto, é possível perceber que Merlí não foi um bom exemplo de marido e também não o é como pai, visto que a ideia de ir morar com o pai desagrada muito Bruno. Para piorar as coisas, do ponto de vista de Bruno, eles irão morar na casa da mãe de Merlí, uma atriz veterana e tão excêntrica quanto o filho. Em um primeiro momento, até mesmo o próprio Merlí não vê com bons olhos esta situação, ppois a relação dos dois não é das melhores já faz muito tempo, é o que a série nos dá a entender.

Despejado de seu apartamento, voltando a morar com a mãe e tendo que reconstruir a relação problemática com seu filho adolescente e ainda por cima desempregado, esta é a situação em que o protagonista se encontra no primeiro episódio da série.

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Neste ponto, a série não mostra um professor típico, como estamos acostumados a ver em produções que tratam do mesmo tema, visto que Merlí demonstra pouco interesse em voltar a dar aulas, chegando mesmo a ficar reticente quando consegue um trabalho em uma #Escola como professor substituto de filosofia.

Este pode ser encarado como um dos pontos positivos da série, ao desconstruir a figura do professor apaixonado pelo seu ofício e que não se vê fazendo outra coisa, embora com o desenrolar da série, é visto que Merlí é realmente apaixonado pela filosofia e pela arte de ensinar.

O protagonista é um poço de contradições, ao mesmo tempo em que é capaz de fazer coisas das mais absurdas para ajudar um aluno, ele também toma atitudes questionáveis, como se envolver com as mães de seus estudantes e também desperta a o ciúme e a inveja de alguns professores colegas de trabalho. Talvez isto seja o que faça o personagem ser tão carismático para o público, alguém que poderíamos acreditar que existe, com suas qualidades e defeitos.

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A série criada por Hector Lozano tem como mérito pegar um tema já visitado muitas e muitas vezes e colocar elementos que seriam considerados tabus no passado, como a homossexualidade, (Bruno é homossexual e não sabe como contar para seu pai), e também tratar das questões sobre a adolescência nos tempos atuais.

Na Netflix pode-se encontrar as duas temporadas da série, o autor Hector Lozano já declarou em entrevistas que a terceira temporada, que está sendo produzida, será a última. #Espanha #Educação