O grave acidente que deixou mais de 20 pessoas mortas e 22 feridas, entre Guarapari e Anchieta (ES) foi uma das piores tragédias registradas na região nos últimos tempos. O trecho da colisão é muito perigoso e sempre houve relatos de acidentes fatais no local.

O #Acidente aconteceu nessa quinta-feira (22) entre uma carreta que transportava granito, um ônibus da viação Águia Branca - com 32 passageiros - uma mini-van, que conduzia passageiros doentes para Vitória, e uma ambulância da Prefeitura de Alfredo Chaves.

Testemunhas e sobreviventes relataram como foi o acidente. Um dos ajudantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) disse nunca ter visto nada parecido.

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“Acidente muito feio, nunca vou esquecer. Um cenário que eu nunca tinha visto, muitos corpos espalhados e em chamas, jogados pelos pastos.”

Vítimas da tragédia

Os cinco passageiros da mini-van são de Jerônimo Monteiro. Dos cinco, três eram pacientes e estavam indo para Vitória para realizar exames; os outros dois foram como acompanhantes. O motorista Alicinaldo Zampili Vargar faleceu na hora. Os outros do veiculo foram examinados e passam bem.

Maria Selma e o filho Domingos Sávio são duas das vinte e uma pessoas que ficaram feridas. A comerciante Cecília Thomaz, irmã da vitima, disse que estava na rodoviária esperando pela irmã, quando percebeu o atraso do ônibus. “O ônibus estava previsto para chegar às 7h, como ele se atrasou, perguntei a um funcionário da viação. Ele me informou do acidente e disse que não havia sobrevivente no local.

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Entrei em estado de choque no mesmo momento, liguei para parentes da PRF e hospitais para obter mais informações, e disseram que minha irmã e meu sobrinho estavam bem e foram socorridos pelo SAMU.

Vários amigos e familiares procuram por informações sobre seus entes. Os feridos foram levados para diversos hospitais da região.

João Tarcisio de Castro é um dos sobreviventes que estavam no ônibus. Ele relatou todo o momento de pânico que passou no local. Ele é microempresário e foi para São Paulo para fazer compras, como de costume. Tarcisio disse que estava dormindo na hora da colisão, e tudo aconteceu muito rápido. “Só me recordo do estrondo forte, acordei, olhei para frente e já estava tudo quebrado, pessoas caídas dentro do ônibus, o fogo estava vindo de trás do veiculo. Foi coisa de Deus minha salvação, pois estava preso no cinto e tive forças para me soltar. Passei por cima de pessoas no corredor do ônibus e não pude fazer nada”, lamentou o microempresário.

O motorista da carreta morreu no local.

#Espirito Santo #Morte