A invenção da televisão conseguiu influenciar, de um modo que não se volta mais atrás, o comportamento da inteira sociedade humana, proporcionando informações, diversão e encantamento a bilhões de pessoas em todo o mundo.

Por outro lado, muitos programas televisivos recorrem ao sensacionalismo barato na disputa por audiência, não respeitando costumes, leis e até mesmo o simples bom senso, que deveriam ser seguidos por todos.

Foi exatamente essa última situação vexatória, protagonizada pelo controverso #Geraldo Luís, apresentador da #Rede Record de televisão.

Tanto é assim, que Rogério Tampellini, que tem como profissão a de historiador, tomou a iniciativa de protocolar oficialmente na última segunda-feira, dia 17 de julho, junto aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, uma denúncia muito séria contra a emissora do bispo Edir Macedo e seu âncora Geraldo Luís. [VIDEO]

Tampellini fez questão de acusar os produtores do programa “#Domingo Show” por terem feito uma matéria, a qual foi ao ar em 16 de julho, sobre um casarão supostamente habitado por fantasmas, que foi simplesmente quebrado pelo apresentador na sua loucura ensandecida pela audiência do grande público.

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O casarão em questão está debaixo da avaliação de tombamento por parte do patrimônio histórico de Araraquara, cidade situada a 228 km do marco zero da capital do Estado de São Paulo.

Mesmo diante de acusações da danificação do casarão centenário, a assessoria da Record preferiu não se manifestar sobre o ocorrido.

Existe a crendice propagada pelos moradores locais, de que a antiga construção, situada na região rural da cidade, seja mal assombrada.

Assim, tanto Geraldo quanto dois “caça-fantasmas” resolveram pernoitar no casarão, buscando por supostos espectros, os quais, diga-se de passagem, não deram o ar da graça.

O problema mais grave ainda estava por acontecer, uma vez que no dia seguinte, Geraldo, junto com um pedreiro, ordenou que fossem quebradas as paredes da grande casa, na tentativa de encontrar um túnel secreto.

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O que o âncora esqueceu é que o casarão não pode ser depredado, já que possui uma medida protetiva em caráter liminar, ou seja, não deveria ter sido mexido até a decisão final dos responsáveis por ele ser tombado ou não.

O casarão datado do século XIX e que foi moradia de antigos escravos, é propriedade atualmente da União, mas é de responsabilidade da cidade de Araraquara, decidir ou não pelo seu tombamento histórico.

Caso a denúncia contra Geraldo seja deferida, o apresentador e a Rede Record serão obrigados a indenizar a cidade de alguma forma, o que não é nada mais justo diante da falta de respeito pela história e pelo patrimônio público de um país e seu povo.