No ano passado, o Rio de Janeiro ficou marcado por conta de um estupro coletivo que aconteceu em uma comunidade da cidade. A garota abusada, que até então tinha 16 anos, contou que foi estuprada por 33 homens ao mesmo tempo. Muita gente não acreditou na informação, que acabou sendo comprovada pelas autoridades. Alguns dos homens foram presos. Naquele período, a vida da jovem foi completamente vasculhado. Fotos da menina com criminosos e segurando armas de fogo foram compartilhadas via internet. A garota, que passou a ser ameaçada por denunciar os seus agressores, entrou em um programa de proteção à testemunha.

Descubra o que aconteceu com a menina que sofreu um estupro coletivo no Rio de Janeiro

Após um ano da ação, o jornalista Roberto Cabrini, que apresenta o 'Conexão Repórter', no SBT, entrevistou a garota, que não pode ter o seu nome identificado.

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Cabrini diz que o abuso é o maior já registrado em todo o continente. O jornalista do SBT revisitou o local do #Crime, o Morro do Barão. A garota hoje já está com 18 anos de idade e diz agora toda a verdade sobre o episódio. A vítima, que para facilitação da matéria, chamaremos de Maria, diz que chegou a se sentir culpada por tudo o que aconteceu em sua vida.

'Não me sinto mais culpada', diz vítima de abuso coletivo na cidade do Rio

Apesar da culpa existir no passado, ela diz que hoje não se sente culpada, pois sabe o que aconteceu em sua trajetória não tem a ver com os seus atos, mas sim dos criminosos que realizaram a atitude. Ela ainda lembrou que, após o estupro, não se tinha muito o que a polícia fazer e que entende o fato de apenas alguns dos homens terem sido presos e não os 33, como ela jura que aconteceu o abuso coletivo.

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'A Polícia fez o que estava a altura dela', diz menina estuprada por 33 homens

Para a jovem, a polícia não tinha como trancar todo o Rio de Janeiro para encontrar as pessoas que a teriam abusado. Ela defende os agentes da lei e diz que a Polícia Civil fez tudo o que estava a seu alcance. Hoje ela fala sobre o caso com tristeza, pois mesmo estando em um programa de testemunha não pode sair de casa, pois as pessoas a reconhecem. A vítima diz ainda que a exposição do crime fez com que muitos traumas ficasse. A abusada ainda reclama do fato de muitas pessoas tentarem colocar culpa nela pelos atos que ocorreram.

“Eu acho que força (para seguir adiante) não é só física. Também é emocional. E minha força emocional hoje em dia está muito forte, graças a Deus", diz a garota hoje após o episódio. #Investigação Criminal