Morreu nesta segunda-feira (31) a #atriz e cantora francesa #Jeanne Moreau. Ela tinha 89 anos. O site de notícias France Press divulgou a morte da atriz francesa, que foi encontrada morta em sua residência.

Jeanne Moreau estreou no cinema em Dernier Amour (1949) e atuou em cerca de 140 filmes, ao longo de mais de 65 anos de carreira. Protagonizou o clássico Jules e Jim - Uma Mulher para Dois (Jules et Jim, 1962) de François Truffaut, onde viveu o pivô de um triangulo amoroso entre os amigos Jules (Oskar Werner) e Jim (Henri Serre). O filme é considerado uma dos mais importantes da história do cinema.

Também se destacou em filmes como Ascensor para o Cadafalso (Ascenseur pour L'Échafaud, 1958), O Processo (Le Procès, 1962), Falstaff - O Toque da Meia Noite (Falstaff, 1965), Viva Maria! (Idem, 1965) e A Noiva Estava de Preto (La Mariée Était en Noir , 1968) e Querelle (Idem, 1982) .

Publicidade
Publicidade

Atuou em produções norte-americanas como O Rolls-Royce Amarelo (The Yellow Rolls-Royce, 1964), O Último Magnata (The Last Tycoon, 1976) e Para Sempre Cinderela (EverAfter, 1998).

Trabalhou com grandes diretores como Michelangelo Antonioni, Truffaut, François Ozon, Louis Malle e Orson Welles. Em 1960, recebeu o prêmio de melhor atriz em Cannes pelo seu trabalho no filme Duas Almas em Suplício (Moderato Cantabile, 1960). Trabalhou em um filme no Brasil, Joanna Francesa (1973), de Cacá Diegues. Neste filme, por não saber falar português, foi dublada pela atriz brasileira Fernanda Montenegro. O filme também tinha o estilista francês Pierre Cardin no elenco.

Jeanne Moreau, considerada uma das mais importantes atrizes francesas, foi musa da nouvelle vague, movimento artístico francês que se insere no movimento contestatório próprio dos anos sessenta.

Publicidade

A atriz conquistou fama internacional, e foi a primeira atriz não norte-americana a aparecer na capa da revista Time. Orson Welles dizia que ela era "a melhor atriz do mundo"

Chamada de "A Bette Davis Francesa", a atriz foi casada com o diretor William Friedkin (de O Exorcista, 1973) e com o ator Jean-Louis Richard. Também diretora, estreou na direção no filme No Coração, a Chama (Lumière, 1976), estrelado pela estrela espanhola Lucia Bosé. Dirigiu outros dois filmes apenas nos anos seguintes.

Seu último trabalho foi em Le Talent de Mes Amis (2015), de Alfred Lutz. Também era atriz constante na série de televisão francesa Le Tourbillon de Jeanne (2013).

#obtuário