Saiu uma pesquisa, dizendo que 70% dos filmes e seriados, infantis ou não, não passam no Teste de Bechdel. O que isso significa? Que em boa parte do que assistimos as mulheres não falam e, quando falam, falam com homens ou sobre homens, ou gemem. Com esse problema, surgiu um debate na internet sobre a maneira com que as mulheres são representadas na mídia. Enquanto os homens são a maioria esmagadora de protagonistas, com personalidades complexas, entrando nas aventuras - e conquistando uma garota como prêmio - as mulheres são as mães, as amigas e as namoradas desses caras, sendo objetos sexuais ou insatisfeitas por não terem um homem em suas vidas.

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A situação piora quando estas mulheres pertencem à alguma minoria étnico-racial (negras, indígenas, asiáticas) ou sexual (lésbicas, bissexuais, trans).

É bem verdade que já temos algumas representantes na mídia atual: Jessica Jones, Super Girl, How to Get Away With Murderer, Scandal, House of Cards, Orange is the New Black, e o recente e estrondoso sucesso Mulher-Maravilha, que nos mostram que a indústria da televisão e do cinema está avançando. Mas nós queremos mais! Esses filmes e seriados ainda precisam avançar, ainda precisam ganhar mais espaço, o que inclui as atrizes e as temáticas vividas por estas mulheres.

Não adianta Game of Thrones trazer uma personagem feminina forte, Daenerys Targaryen, se as outras mulheres coadjuvantes e figurantes continuam sendo hipersexualizadas, ou sendo deixadas de lado na trama ou sendo mal adaptadas.

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Não adianta Orange is the New Black trazer uma pluralidade de mulheres, se a protagonista bissexual Piper é retratada de forma esteriotipada. Não adianta House of Cards trazer dois protagonistas - um homem e uma mulher - e ele ganhar mais cachê do que ela. Não adianta o filme da Mulher-Maravilha ser um sucesso e a atriz protagonista, Gal Gadot, ganhar 2% do salário do ator Henry Cavill, que interpreta o Super-Homem.

O que estamos pedindo é um retrato fiel do que nós somos, com a dignidade que merecemos, com a igualdade dentro e fora das telas que nós tanto queremos. Homens brancos não percebem isso porque eles sempre foram privilegiados e retratados conforme suas experiências. Por isso é tão importante termos atrizes, diretoras, roteiristas, quadrinistas, mulheres: brancas, negras, heterossexuais ou não, em sua pluralidade, contando sua própria história.

Porque, adivinha só, quem vai saber falar melhor sobre nós? #girlpower #wonderwoman #representatividadefeminina