#Tiririca está novamente sendo um dos assuntos mais comentados da internet. Dessa vez, o deputado perdeu um processo judicial e terá que pagar um valor extraordinário para o cantor Roberto Carlos. O processo deu início quando o empresário do cantor verificou que uma das músicas dele estava sendo usada de maneira irregular por Tiririca.

Segundo o site da área jurídica "Conjur", em 2014, quando Tiririca se recandidatou como deputado fez uma paródia da famosa música de Roberto, "Eu voltei". No entanto, nem toda modificação na música pode ser considerada como paródia. Em casos de campanhas eleitorais, é comum que o candidato modifique somente alguns trechos da música e a usa para se favorecer.

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No entendimento do juiz que julgou o caso, Tiririca se apropriou indevidamente da música, e, por isso, deverá pagar uma indenização de 20 vezes o valor original da música. O juiz alegou que a letra modificada pelo deputado não era voltada para o humor e sim para chamar a atenção dos eleitores. Segundo ele, distorcer a música corresponde a ato ilícito com dano material presumido, independentemente da comprovação de sua ocorrência.

Sabendo que uma canção de Roberto Carlos não deve ser nada barata, o valor imposto pelo juiz impressionou muita gente. Esse esse processo corre na #Justiça desde 2015. mas, na época do primeiro julgamento, o juiz determinou que fosse pago somente o valor dos direitos autorais da música. No entanto, na tentativa de não pagar nada, Tiririca recorreu da decisão e agora terá que pagar um valor 20 vezes maior.

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Tiririca e a justiça

Tiririca tem enfrentado bastante problemas com a justiça. Recentemente, a babá Maria Lúcia Gonçalves Freitas de Lima, de 41 anos, que já trabalhou para o deputado, fez uma denúncia na Delegacia de Polícia, onde alegou ter sido assediada sexualmente pelo deputado.

Tiririca alegou que as acusações da ex-funcionárias são falsas. Ele disse que a intenção dela é de extorqui-lo, uma vez que sabe do seu cargo público.

Tiririca e a mulher também fizeram uma queixa contra a babá. Eles disseram que ela havia sido demitida por beber durante o serviço e exigir R$100 mil para não prejudicá-los.

Segundo o deputado, todos os direitos trabalhistas da funcionária já foram quitados e que não deve mais nada a ela.

Como o parlamentar dispõe de foro privilegiado, o processo foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho e distribuído oito dias depois ao ministro Celso de Mello, que retirou o sigilo dos autos.