Por volta das cinco horas da manhã desta sexta-feira, 04 de agosto, no Hospital Quinta D’Or, Rio de Janeiro, o cantor e compositor #Luiz Melodia morreu por complicações de um câncer na medula óssea. Melodia estava internado desde o dia 28 de março para quimioterapia, chegou a fazer um transplante de medula em meados de maio e respondeu bem ao procedimento, mas não à quimioterapia. O câncer voltou e o estado de saúde do cantor se agravou na noite de quinta-feira (03), até a confirmação de sua morte no início da manhã.

O velório será realizado neste sábado na quadra da escola de samba Estácio de Sá, na Região Central do Rio.

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A diretoria da escola se reuniu logo depois de anunciada a morte do cantor e decidiu cancelar o evento de escolha do samba-enredo para 2018 que deveria acontecer nesta noite de sexta-feira. Ainda não há confirmação do horário de início do velório.

A decisão de velar o cantor na quadra da Estácio já era esperada. Luiz Melodia nasceu em 07 de janeiro de 1951 no Morro do São Carlos, no Estácio, e eternizou o local na música Estácio, Holly Estácio, em que ele canta: “se alguém quer matar-me de amor, que me mate no Estácio”.

46 anos de carreira

Luiz Carlos dos Santos teve sua primeira composição gravada em 1971. A música era Pérola Negra e a intérprete, ninguém menos do que Gal Costa. Pérola Negra foi apresentada à cantora por amigos do compositor, os poetas Wally Salomão e Torquato Neto. Já no ano seguinte, foi a vez de Maria Bethânia gravar uma de suas composições, justamente a canção Estácio, Holly Estácio.

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Foi nessa época que Luiz Carlos dos Santos assumiu o “Luiz Melodia” como nome artístico. “Melodia” era apelido de seu pai, o estivador e compositor Oswaldo. A família esperava que Luiz se formasse em uma faculdade, mas sua paixão pela música apareceu logo cedo. Por influência do pai, certamente, embora as composições de Luiz se parecessem muito pouco ao “samba do morro” que Oswaldo tocava em casa. Quando lançou seu primeiro disco, o Pérola Negra, em 1973, o que Luiz Melodia fazia era uma mistura de samba e blues, choro e soul, com influência assumida de cantores da Jovem Guarda.

Nos anos seguintes, Melodia foi firmando seu nome entre os grandes compositores de #MPB, estendendo sua fama para fora do Brasil e participando em discos de vários outros artistas, como Zeca Pagodinho e Luciana Mello. De sua autoria, foram quase 20 álbuns, sendo que o último deles Zerima, de 2014, veio depois de 13 anos sem gravações inéditas e teve participação da cantora Céu. #Estácio de Sá