Em seu livro "Apenas uma garota", a escritora transgênero, #Meredith Russo, de 31 anos, conta que não tinha medo de se defender dos valentões na escola que nunca levou desaforo para casa e também todo processo físico e psicológico que passou para se aceitar.

O livro "Apenas uma garota" acaba de sair no Brasil, pela editora Intríseca. E não poderia existir momento mais propício para isso, pois o assunto da transsexualidade tem ganhado muito visibilidade, graças autora Gloria Perez e sua personagem Ivana, em "A Força do Querer".

E importante para as pessoas perceber que não só gays e lésbicas sofrem preconceito, como os transgêneros também.

Publicidade
Publicidade

Meredith começou a sofrer bullying na escola desde cedo. No ensino fundamental, revidava com socos e mordidas todos os que tentavam a atacar, por ter um "jeito diferente". Ela diz que nunca teve medo de enfrentar as pessoas e mesmo na vida adulta sempre respondeu à altura a quem a atacou física ou verbalmente.

Segundo ela o seu desejo com o livro foi que as pessoas cisgênero (que estão identificadas com seu gênero de nascimento) vejam os conflitos, dificuldades e, acima de tudo, vejam que as pessoas trans são como qualquer pessoa e que não são "diferentes" ou "anormais".

"Temos um coração batendo"

Ter nascido no Tennesse, conhecido por ser um estado conservador dos Estados Unidos não foi a pior experiência de vida de Meredith. Ela diz que as piores formas de preconceito que sofreu foi em Nova York.

Publicidade

As pessoas a xingavam, principalmente quando estava sozinha. "Os valentões são covardes", diz ela.

A descoberta da transsexulidade começou na infância, mas todos ao seu redor diziam que seus sentimentos e pensamentos eram errados e por isso ela decidiu os suprimir. Toda essa pressão de se encaixar deixou Meredith com um profundo sentimento de tristeza e isolamento, por anos. Só quando conheceu outras pessoas transgêneros, na faculdade, é que percebeu melhor o que sentia e o que era.

Após se descobrir trans, a escritora contou as seus pais que lidaram bem com isso, até que acharam uma foto dela vestida de mulher e ficaram confusos, pois seus pais achavam que Meredith era bissexual. Sem conseguir esconder mais o que era, Meredith, contou em um poste no Facebook que estava fazendo seu processo transição, após fazer terapia, para se aceitar.

Para a autora ela foi agraciada com uma família de mente aberta, pois seu avô era assumidamente gay. Então, não era novidade uma pessoa LGBT, na família.

Toda essa sua experiência de vida serviu como inspiração para escrever o seu livro, que apesar de não ser uma biografia é uma ficção, com toques de realidade. "Amanda é doce, tímida e sofre com ansiedade, eu sou mais amarga, sociável e amo ser o centro das atenções.", diz a autora.

Deixe seu comentário #Transgênero LGBT