Segundo informações, uma série de reportagens da Record [VIDEO]sobre pais e filhos foi reeditada a mando do dono da emissora e bispo da #Igreja Universal, #Edir Macedo, por conter alguns pais homossexuais. Muitos veículos de comunicação, incluindo os da web, anunciaram a série e assim, contrariando muitas pessoas que esperavam a série.

A serie acabou realmente sendo censurada, pois, não tinha o modelo de família que a igreja sempre pregou. Mas, a Rede Globo de Televisão discutiu o assunto sem censura nenhuma no programa do Pedro Bial, “Conversa com Bial”, nesta quarta-feira (9).

Pedro Bial, o ator Cauã Reymond, o jornalista Marcos Piangers e a youtuber Helen Ramos falaram sobre a paternidade abertamente.

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Exatamente quando a exibição do programa acontece, a sua concorrente Record está evitando falar deste assunto. Há pessoas que acham que isso seria uma provocação da Rede Globo diante da decisão do bispo Edir Macedo de censurar o assunto na Rede Record. Mas, ao que parece, as coisas só tiveram uma coincidência oportuna.

Para entender, há algum tempo a emissora do bispo da Igreja Universal vem fazendo a promessa de fazer uma exibição de uma série de reportagens no Jornal da Record, que tem como título “Novo Pai”, que mostraria várias situações de paternidade que envolveria várias configurações familiares. Um trabalho muito bom e de boa qualidade, dentro de um primoroso jornalismo, que mostraria famílias que teriam pais homossexuais, pais heterossexuais e outras famílias que teriam outros formatos.

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O que aconteceu foi que o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, não gostou do que viu em suas chamadas, que exigiu explicações antes da série ir ao ar. Ele não gostou da parte das famílias homossexuais que estavam aparecendo e deveriam ser cortadas, pois, não faziam parte do escopo doutrinário da igreja. Apenas seria exibido aquilo que seria tido como “normal” e não chocasse o público da #RecordTV, que na sua maioria, seria fieis ou pessoas das inúmeras igrejas evangélicas.

Não deveriam “mexer” com um assunto tão polêmico quanto esse e claro que o telejornal, como subordinado do bispo, se viu com um tempo muito curto para fazer as edições necessárias e acatar as ordens. Não é a primeira manifestação de barrar as matérias. Outras vezes, muitas reportagens foram barradas no telejornalismo da Record e não será a última. Afinal, quem quer discutir com o bispo.