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Na quinta-feira (9), cinco mulheres acusaram o comediante americano Louis C.K. de má conduta, em um escândalo revelado no jornal New York Times. Três delas alegaram que C.K. tinha feito um ato íntimo na frente delas, naturalmente sem seu consentimento. Um dia após mais um escândalo estourar nos Estado Unidos, C.K. divulgou uma declaração confirmando seus terríveis atos, durante anos: "Essas histórias são verdadeiras", escreveu o homem que conquistou o mundo por seu humor, mas tem agora seus contratos cancelados, após uma polêmica [VIDEO] que está enojando o mundo.

A notícia não é exatamente chocante, no sentido em que rumores de tais atos têm perseguido o comediante durante anos.

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Ele mesmo fez referência a eles em cenas de seu trabalho, fazendo várias graças sobre os referidos atos íntimos que ele praticava nele mesmo. No entanto, é a motivação para o abuso de C.K. que é mais difícil de entender: afinal, o que ganhava ele fazendo isso na frente de outras pessoas?

C.K. fez um comunicado tentando se explicar: "Na época, eu disse a mim mesmo que o que fiz era ok, porque eu nunca mostrei o meu órgão a uma mulher sem perguntar primeiro. Mas o que eu aprendi mais tarde na vida, demasiado tarde, é que quando você tem poder sobre outra pessoa, pedir-lhes que olhem seu órgão não é um pedido. É uma situação difícil para elas. O poder que eu tinha sobre essas mulheres é que elas me admiravam. E eu usei esse poder de forma irresponsável.”

Entendendo esses abusos

Embora cada caso seja diferente, os especialistas dizem que o poder é muitas vezes um fator motivador em comportamentos como esses.

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"Você está usando sua posição de poder quando você está em um ato íntimo com alguém que não quer isso", diz Sari Cooper, diretor do Center for Love and Sex , para o jornal New York Post. Sari explicou ainda que pode ser precisamente esse ato de estar assustando uma pessoa que dá o prazer para o abusador que usa o poder.

Parte do ‘’divertimento’’ também pode vir de fazer um ato íntimo em público, diz uma terapeuta de família e casamento, Gracie Landes. Se um homem faz isso sozinho, ele fica pensando no que quer "sem ter que se relacionar com outra pessoa, explicar, ajustar ou negociar". Porém, Gracie Landes diz que fazer isso em público muda a dinâmica: "Ele está enviando uma mensagem de que ele não precisa seguir as regras".

Ainda sobre esse caso, a especialista contou que alguns homens também podem acreditar que isso não é um abuso tão grande assim, e por isso, seria menos provável que ele sofra aa consequências na Justiça. "Os infratores usam o elemento surpresa para pegar suas vítimas desprevenidas", diz Gracie Landes. "O ato é tão incongruente com o comportamento público normal que a maioria das vítimas não sabe como responder. Enquanto algumas dirão alguma coisa, a maioria apenas tentará escapar", concluiu a terapeuta. #Abusos #relação íntima #Louis C.K.