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O site PageSix, que acompanha notícias do #Cinema, divulgou informações que podem abalar as produções da Warner Bros. A atriz Gal Gadot, de “#Mulher Maravilha”, ameaça sair da produção do segundo filme e abandonar o papel de Diana Prince por conta de uma nova acusação de assédio sexual. Essa atitude afetaria também outros filmes da Warner, caso de “Liga da Justiça 2” que já está no cronograma de produções.

Tudo resulta do fato de que Brett Ratner, diretor e produtor, foi apontado como autor de crime de homofobia e assédio sexual pela atriz Ellen Page. Page, à época com 18 anos de idade, ainda não havia se revelado homossexual enquanto participava do filme "X-Men - O Confronto Final", longa dirigido por Brett Ratner, mas se viu atingida por comentários ligados à sua sexualidade.

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A atriz afirmou que o então diretor a atacou com o uso de expressões homofóbicas e sexistas durante vários momentos da produção do filme, lançado em 2006. “Você devia f* com ela pra ela descobrir que é gay!”, teria dito o diretor para Ellen Page com relação a outra mulher no set. O diretor também teria “elogiado” o tamanho do órgão interno feminino de uma mulher do elenco que era vista no vídeo. Outra atriz, Olivia Munn, que interpretou a personagem Psylocke, também relatou que foi assediada sexualmente pelo diretor. Brett Ratner ainda teria cometido atentado ao pudor ao se masturbar diante de várias outras atrizes no set e em seu escritório, caso relatado pela atriz Natasha Henstridge.

O problema atinge a produção de “Mulher Maravilha 2” porque a empresa de Ratner, RatPac-Dune Entertainment, é responsável pela produção dos filmes da Warner Bros., dos quais Gal Gadot é participante.

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De acordo com o site PageSix, Gal Gadot assumiu a luta contra o assédio sexual em Hollywood e sua atual posição de destaque lhe rende alto poder de influência nos bastidores. A intenção da atriz é impedir que Brett Ratner tenha lucros com um filme que valoriza o papel da mulher estando ele ligado a atitudes sexistas e machistas. O longa "Mulher Maravilha", dirigido por Patty Jenkins, faturou mais de US$ 400 milhões, se tornando um destaque justamente por tratar do empoderamento feminino [VIDEO].

A repercussão das notícias fez Brett Ratner se afastar da direção do filme “Playboy”, que comandava para a Warner, mas sua empresa permanece ligada a diversos projetos com a WB. A posição da Warner Bros. é a de separar a figura pessoal do diretor da imagem da empresa RatPac-Dune anunciando que está estreitando relações com a produtora do diretor, mesmo após as acusações de assédio terem sido divulgadas [VIDEO]. "Mulher Maravilha 2" está agendado para lançamento em junho de 2019. #Quadrinhos

Está confirmado que o contrato com a empresa de Brett Ratner expira no fim de 2018 e não será renovado. Perguntada sobre o assunto, Patty Jenkins negou que haja qualquer debate sobre esse assunto entre os membros da produção e do elenco. "Esse evento não tem nada a ver com Gal.", afirmou a diretora.
Já Gal Gadot reafirmou que Ratner está fora da produção de "Mulher Maravilha 2" desde antes da suposta declaração de que ela abandonaria o papel. Ela não confirma que exigiu a empresa Rat Pac-Dune fora da produção. "Muito foi escrito sobre como eu me sinto e como vejo esse assunto e todos sabem como eu sinto. A verdade é que existe muitas pessoas envolvidas em fazer esse filme e todos compartilham esse mesmo sentimento que tenho." No início do mês, antes das acusações contra Ratner, Gal Gadot se posicionou via Twitter: "Bullying e assédio sexual são inaceitáveis! Eu me posiciono em apoio a todas as mulheres corajosas que confrontam seus medos e falam sobre isso. Juntas nos resistimos. Nós estamos unidas nesse tempo de mudança."