A importante barragem de Furnas, situada na Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais, é responsável por 17,42% da capacidade de todos os reservatórios que abastecem com água a região Sudeste e Centro-Oeste.

Embora tenham acontecido chuvas que se precipitaram sobre a região sul de Minas Gerais, estas não conseguiram alterar a quadro preocupante e que acentua a queda do nível da represa de Furnas. No domingo (01), mantendo uma continuada tendência de queda, ele estava com apenas 9,46% da capacidade.

A preocupação dos técnicos aumenta na medida que as chuvas não conseguem vir com volumes capazes de alterar a situação. Mas esta apreensão por parte dos responsáveis pelo abastecimento de água, assim como de parte dos milhões de consumidores, poderá ficar ainda mais agravada em breve.

Outro importante reservatório, o de Três Marias, também localizado em Minas Gerais, hoje está com um nível de 10,56%, e é eminente o risco de ser ainda mais afetado por uma diminuição.

O colapso ronda toda a vasta região Sudeste e para que isso não ocorra é preciso contar com a ajuda da natureza. A situação é tão grave e preocupante que, ao se verificar como era o panorama há um ano, se percebe a brutal diferença de números.

Nos primeiros dias de fevereiro de 2014 o reservatório tinha 34%. E esta situação já era vista como muito baixo para aquele período. O que dizer destes minguados níveis de agora? Furnas está a mais de 15 metros daquele limite normal. A maior preocupação de técnicos e do governo como um todo é se esta redução prosseguir e atingir mais 4 metros. Furnas e todo seu sistema poderá entrar em colapso.

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Os problemas não são apenas de Minas Gerais, pois têm reflexos em toda a região Sudeste e também na Centro-Oeste.

O governo federal demonstra não saber o que fazer, e nem quando fazer. Na semana passada, o ministro Eduardo Braga, de Minas e Energia, afirmou que seriam necessárias medidas de racionamento ou de racionalização se as hidrelétricas atingissem níveis abaixo de 10% da capacidade máxima. Pois isso acabou de acontecer com Furnas. E até agora não se viu medidas anunciadas para realizar o falado racionamento ou a racionalização.

A situação se agrava e o governo não consegue encontrar agilidade para tentar buscar fórmulas que possam pelo menos amenizar os incontáveis danos que a estiagem está causando ao Brasil.