O município de Maquiné, no litoral norte do estado do Rio Grande do Sul, já foi e sempre é motivo de manchetes nos jornais locais, principalmente, na temporada do verão. O lugar está inserido na reserva da Biosfera da Mata Atlântica, e não é por acaso. Nessa cidade, a exuberância da Natureza enche os olhos dos visitantes. Recentemente, o local ganhou notoriedade nos jornais devido a um acidente entre praticantes de montanhismo e um ataque de abelhas. Como em todo ambiente natural, existem riscos e o ser humano não está livre desses.

Maquiné é muito conhecida por suas cachoeiras, principalmente, a cascata do Garapiá. É uma queda d'água de aproximadamente vinte metros de altura, com uma água muito gelada, mas que proporciona enorme prazer aos visitantes. Trata-se de uma área privada, mas com acesso livre. O grande apelo fica para a "sensibilidade" dos visitantes em cuidar do ambiente natural, resgatar os seus resíduos (lixos) e outros que encontrar, praticar o desapego, não retirando nada da natureza, que não sejam belíssimas fotografias.

Infelizmente o governo municipal não sabe apoiar as iniciativas de ecoturismo existentes na região e aproveitar a mídia gratuita anualmente proporcionada ao município. Muitos dos moradores são beneficiados com os turistas, pois, muitos são produtores rurais de agricultura familiar. O apelo da população é que o investimento seja feito para a conservação dos recursos naturais e organização com controle dos visitantes. Muitos municípios da serra gaúcha, por exemplo, souberam se organizar e aproveitar a "enxurrada" de visitantes que anualmente os visitam em diversos períodos do ano.

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Natureza Turismo

Maquiné muitas vezes parece estar parada no tempo, esquecida. A riqueza natural da região já foi e continua visitada por diversas expedições de pesquisa científica para descobrir novas espécies de seres vivos. Muitas novas espécies de peixes e plantas foram encontradas na região, motivo para se manter preservados os recursos naturais locais, porém, é de fundamental importância a sensibilização da população local e visitante.

O poder público tem o dever de promover a sustentabilidade da população, sem esquecer de preservar o que existe.

Fica a pergunta: é possível preservar o que não conhecemos?

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