3

O terrível incêndio em Santos que atinge a área onde fica localizada a empresa Ultracargo, no litoral de São Paulo, já causa um grande impacto ambiental, entre contaminação da água e poluição no ar a empresa poderá pagar uma multa de até R$ 50 milhões.

No último sábado (4), milhares de peixes foram encontrados mortos nas proximidades do porto de Santos, haviam suspeitas que o ocorrido pudesse estar ligado ao recente incêndio da Ultracargo. A confirmação foi dada com a divulgação do laudo feito pela própria empresa, as análises indicaram que os peixes morreram devido à contaminação da água, que apresentava temperatura elevada e baixa oxigenação.

O número de peixes afetados pela contaminação ainda não foram informados.

Segundo César Eduardo Padovan Valente, gerente da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), a contaminação ocorreu durante o combate ao incêndio e acabou por alterando a qualidade da água, isso ocorreu devido o escoamento da água usada para conter o fogo que é despejada, já contaminada pelo contato com combustíveis, no Canal do Estuário. "Mais especificamente, foram a alteração da temperatura e a saturação de oxigênio na água. Foram esses fatores que motivaram a morte dos peixes", disse o então gerente. Entre os pescados mortos podem se encontrar pescadas, bagres e até espécies maiores com comprimento de 70 centímetros. Devido a grande contaminação é expressamente orientado a população que de maneira alguma consuma os peixes encontrados, no momento empresas recolhem os peixes mortos nas proximidades.

Os melhores vídeos do dia

Perigo também no ar

Segundo nota divulgada no site da Cetesb, a qualidade do ar na área onde o incêndio ocorre foi classificada como N3-Ruim. A fumaça inalada no local tem concentrações de dióxido de enxofre muito elevado do que as consideradas fora de perigo pelos especialistas em saúde. Lembrando que toda a fumaça é tóxica. Ao menos 15 pessoas, entre bombeiros e funcionários, necessitaram de atendimento médico devido à fumaça e foram liberadas.

A prefeitura de Santos, por meio do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, tentou tranquilizar a população com relação à possibilidade de ser preciso uma evacuação das proximidades. Porém os moradores se encontram receosos e com medo dos possíveis danos a saúde e bem estar de todos.

Segundo José Roberto Rodrigues Oliveira, coordenador da Defesa Civil do estado todos os produtos químicos que ofereciam qualquer perigo à população já foram retirados das proximidades do incêndio.

A Ultracargo devido aos impactos ambientais causados até o momento poderá ser multada em até R$ 50 milhões.