Imagine uma sacola plástica de cor branca se movimentando levemente, para cima e para baixo, se abrindo e se fechando... E de repente surge uma tartaruga marinha e e vê na sacola os movimentos de uma água viva. No rumo natural da cadeia alimentar ataca a sacola e come... Morre sufocada. Assim ocorre a interferência da poluição em quaisquer ambientes, a exemplo dos oceanos.

A poluição dos oceanos é cada vez mais crescente e vem atingindo os lugares mais remotos e isolados e, de forma crítica nos ambientes de proteção ambiental e de conservação de espécies.

Entre os resíduos mais comuns estão os diversos tipos de plásticos e grande parte dele nem é originado no mesmo espaço, mas sim vem de longe, trazido pelas correntes marinhas.

Pesquisadores suíços que integram a expedição Race for Water Odyssey, vêm realizando levantamento desse problema, a bordo de uma embarcação que há 300 dias saiu de Bordeaux, na França e, no último dia 5 chegou ao Rio de Janeiro.No Brasil, a equipe foi recebida por André Regli, embaixador da Suíça no Brasil e por representantes do Swissnex Brazil, uma iniciativa do governo suíço que promove a interação dos dois países pela ciência.

A expedição já percorreu o equivalente há pouco mais de uma volta em torno do Planeta, isto é, 32 mil milhas náuticas até essa fase, coletando informações e dados. Os resultados, segundo a ONG ECO, deverão ser apresentados até meados de 2016.

Mas pré-conclusões já são extremamente preocupantes. Vejamos só os primeiros números fornecidos pela ECO: Os plásticos compõem 80% da poluição dos oceanos, conforme tem adiantado as amostras de resíduos que estão sendo analizadas pelos pesquisadores da Race for Water.

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Uma estimativa é que a humanidade produz 250 milhões de toneladas de plásticos por ano, que desses, pelo menos 10% acabam nos oceanos.

O presidente da Race for Water, em entrevista para um grupo de jornalistas, na manhã em que chegara ao Rio de Janeiro, falou que a equipe encontrou plástico em todos os lugares, segundo ele, até mesmo nas áreas mais isoladas e preservadas. E que, as chamadas zonas de convergência, devido às correntes marítimas, é onde se concentra a maior poluição, como mostra o infográfico divulgado pela equipe.

“As manchas de poluição estão distribuídas nos oceanos Atlântico (Sul e Norte), Pacífico (Sul e Norte) e Índico, numa área que, juntas, totaliza duas vezes o tamanho do Brasil”, explica Marco Simeoni em entrevista para o grupo de jornalistas.

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